Reforma administrativa: relator retira trecho que mudaria escolha de delegados da PF em investigações


Deputado Artur Maia (DEM-BA) diz que houve ‘erro’ na inclusão do trecho. Delegados chamaram ideia de ‘grave retrocesso’. Deputado Arthur Maia (DEM-BA), em imagem de arquivo
Fernanda Calgaro/G1
O relator da proposta de reforma administrativa, deputado Artur Maia (DEM-BA), informou nesta quarta-feira (1º) que vai retirar do parecer um trecho incluído de última hora e considerado “grave retrocesso” por policiais federais.
A proposta previa a centralização da escolha de delegados dos inquéritos da PF pelo diretor-geral. Atualmente, a escolha é feita por superintendentes nos estados e por diretores de divisões relacionadas aos temas da investigação.
Maia afirmou que a inclusão foi um “erro” e uma “falha de comunicação”.
“Isso está errado. Já mandei minha assessoria excluir isso do texto. Foi uma falha de comunicação”, declarou.
Segundo o deputado, um grupo de delegados o procurou para alertar sobre os riscos de perda de autonomia com a proposta incluída.
“Quero comunicar à comissão e à imprensa que […] vou pedir licença para sair e para registrar um novo parecer, onde não constará essa situação”, declarou.
Apesar da retirada do trecho, outra parte da proposta ficou mantida e tem gerado reações entre os delegados. É o artigo que prevê foro privilegiado para o diretor-geral da PF.
Delegados afirmam que é um proposta que pretende blindar o diretor-geral e que tem problemas na origem.