CPI: Heinze assume vaga titular no lugar de Ciro Nogueira, e Flávio Bolsonaro passa a ser suplente


Movimentação aconteceu após Ciro Nogueira ter aceitado convite de Bolsonaro para assumir Casa Civil. Sessões da CPI serão retomadas em 3 de agosto. Senadores Luis Carlos Heinze e Flavio Bolsonaro
Jefferson Rudy/Agência Senado
A ida do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para a Casa Civil gerou nesta terça-feira (27) mudanças na composição da CPI da Covid.
Membro titular da CPI, Ciro será substituído na comissão pelo bolsonarista Luis Carlos Heinze (PP-RS), até então suplente. Além disso, Flavio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, assumiu a vaga de suplente até então ocupada por Heinze.
A CPI da Covid não se reúne desde 15 de julho, quando ouviu Cristiano Carvalho, representante no Brasil da Davati Medical Supply. As sessões, suspensas em razão do recesso parlamentar, serão retomadas em 3 de agosto.
A expectativa dos senadores é que, na volta dos trabalhos, a CPI ouça pessoas com papel central nas negociações de compra de vacinas pelo governo brasileiro.
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Composição da CPI
De acordo com a página da CPI da Covid no site do Senado, a indicação de Heinze para titular da comissão e a de Flavio Bolsonaro para suplente partiu do gabinete da liderança do PP no Senado. O partido é presidido por Ciro Nogueira, que assumirá a Casa Civil.
Conforme divisão feita antes da instalação da CPI, essas vagas são do bloco parlamentar Unidos pelo Brasil, composto por MDB, Republicanos e PP. O Patriota, partido ao qual Flavio Bolsonaro é filiado, não integra o grupo.
Na divisão dentro do bloco, o PP ficou responsável pelos assentos e pode ceder a vaga a senadores de outras legendas.
Isso ocorreu, anteriormente, com a vaga de suplente atualmente ocupada por Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo no Senado. O MDB não integra o Bloco Parlamentar Vanguarda, formado por DEM, PL e PSC, mas a vaga foi cedida ao governista, para reforçar a tropa de choque de Bolsonaro na comissão.
Senadores suplentes em comissões só votam na ausência dos titulares das vagas. Entretanto, por integrar a CPI, o suplente pode se inscrever para falar nas reuniões antes de não-membros e também tem acesso aos documentos sigilosos recebidos pelo colegiado.
Flavio Bolsonaro
Mesmo não sendo integrante da CPI, Flavio Bolsonaro participou de algumas sessões da comissão nos últimos meses.
Durante o depoimento do ex-secretário de Comunicação do governo Fabio Wajngarten, por exemplo, o filho de Bolsonaro protagonizou um bate-boca com o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL). Flavio chamou o emedebista de “vagabundo”. Renan retrucou relembrando as denúncias de rachadinha.
Flavio Bolsonaro também trocou ofensas com Wilson Witzel quando o ex-governador do Rio compareceu à comissão. Flavio também discursou durante audiência pública com defensores de medicamentos ineficazes contra a Covid-19.
Análise
Ouça o episódio do podcast O Assunto sobre o tema “Com Bolsonaro, Centrão chega ao topo”: