CEO da VTCLog alega agenda prévia para não depor à CPI no lugar de motoboy

Convocada na noite desta segunda-feira para depor na CPI da Pandemia nesta terça, no lugar do motoboy Ivanildo Gonçalves da Silva — beneficiado com um habeas corpus do ministro Nunes Marques, do STF —, a CEO da VTCLog, Andréia Lima, divulgou nota há pouco informando que não vai comparecer em razão de uma “agenda prévia de viagem”.

Na véspera, após a decisão de Nunes Marques, o presidente da comissão, Omar Aziz, afirmou ao Radar que a secretaria da CPI entrou em contato com o advogado de Andréia e recebeu a informação que ela ou o motoboy da empresa iriam comparecer nesta terça.

Com salário de aproximadamente 2 mil reais, Ivanildo teria sacado 4,7 milhões de reais e foi o responsável por quase 5% da movimentação financeira atípica da operadora de logística nos últimos dois anos — 117 milhões de reais, segundo um relatório do Coaf enviado à CPI.

Leia a seguir a nota de esclarecimento da empresa:

A VTCLog pontua que, a decisão liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques, reforça o papel desempenhado pelo funcionário Ivanildo Gonçalves da Silva, uma vez que o mesmo apenas realiza serviços de deslocamento, incluindo diligências bancárias, atos que são necessários à administração da empresa, não desempenhando, dessa forma, nenhuma função que possa colaborar com as investigações da CPI da Covid-19.

A CEO Andréia Lima está à disposição para contribuir com os trabalhos da CPI, mas devido à agenda prévia de viagem relacionada a logística de distribuição das vacinas, não poderá comparecer à Comissão nesta terça-feira (31).

Entretanto, o recebimento desta convocação específica foi feito, após as 22h desta segunda, às vésperas de tarefas inadiáveis que exigem a sua presença na capital paulista para, entre outros compromissos, gerenciar todos os lotes recém-chegados de vacinas e, impreterivelmente hoje, definir sobre a contratação de tecnologia para transporte da Pfizer a – 70 graus dentro dos prazos e necessidades do PNI do Ministério da Saúde.

Andréia Lima tem pleno respeito aos trabalhos da CPI, de modo que sempre esteve e está à disposição de convocação prévia que observe o prazo regimental que se aplica a todo e qualquer cidadão.