Após terror, Araçatuba vive outro pesadelo: quantas bombas há na cidade?

Após a madrugada de terror em Araçatuba (município de 198.000 habitantes no oeste de São Paulo) nesta segunda-feira, 30, quando uma quadrilha fortemente armada usou reféns, tiros e explosões para assaltar agências bancárias, a cidade enfrenta um outro pesadelo antes da volta à rotina: saber quantas bombas os bandidos deixaram espalhadas pela cidade.

A estimativa das autoridades é que eles tenham deixado até 40 explosivos em diferentes pontos do perímetro urbano. Segundo o prefeito Dilador Borges (PSDB), até o momento cerca de 20 artefatos foram encontrados e estão sendo desarmados pelo Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), unidade especializada da polícia.

O assalto terminou com três mortos (dois moradores e um suspeito de integrar a quadrilha), três detidos e seis feridos. Por conta do risco representado pelos artefatos espalhados pelo município, escolas, lojas, empresas e escritórios estão fechados na região central e as ruas foram interditadas à espera de uma perícia. Um ponto de imunização contra a Covid-19 teve que ser deslocado para que pudesse continuar funcionando. A orientação é que a população permaneça calma e ligue para o 190 caso encontre algum objeto estranho.

“Claro que a população está assustada. Quem é que não fica assustada escutando mais de duas horas de tiros durante a madrugada, além de bombas. Por outro lado, eles confiam na polícia, que está fazendo um bom trabalho”, afirmou o prefeito, que ressalvou que o episódio foi isolado e que a cidade tem baixos índices criminais.

Apesar de o centro de Araçatuba ser o único local que ainda tem restrições, as pessoas estão evitando circular também por outros pontos.  “Não vou dizer que já está normal a circulação da população, mas já há a possibilidade de se locomover com segurança pelo resto da cidade. Com certeza, esses criminosos já saíram daqui”, afirma o prefeito. Cerca de 380 policiais estão procurando pelos fugitivos na região.