O setor funerário representa uma das áreas mais silenciosas e, ao mesmo tempo, mais essenciais da economia brasileira. Segundo Tiago Schietti, o mercado funerário carece de profissionais capacitados e com perfil humanizado, o que abre oportunidades reais para quem deseja iniciar uma carreira sólida e com propósito. A seguir, você vai entender como funciona o processo de entrada nessa área, quais são os caminhos mais acessíveis para iniciantes e por que esse setor merece mais atenção de jovens profissionais.
Antes de explorar os detalhes, vale destacar que o setor funerário vai muito além do que o imaginário popular costuma associar. Ele envolve gestão, atendimento ao cliente, logística, comunicação e até tecnologia. Confira a seguir tudo o que você precisa saber sobre esse mercado.
O setor funerário oferece oportunidades reais para iniciantes?
Sim, e em maior escala do que muitos imaginam. O mercado funerário brasileiro movimenta bilhões de reais por ano e segue em expansão, impulsionado pelo envelhecimento da população e pela profissionalização crescente das empresas do segmento. Esse cenário favorece diretamente quem está em busca do primeiro emprego ou de um estágio com perspectiva de efetivação. As funções de entrada variam entre atendimento ao cliente, suporte administrativo, assistência em cerimônias e apoio logístico.
Conforme destaca Tiago Schietti, a barreira de entrada nesse setor é menor do que em outras áreas regulamentadas, o que representa uma vantagem competitiva para candidatos sem experiência prévia. Cursos técnicos, formações em tanatopraxia, gestão funerária e até comunicação social têm sido valorizados pelas empresas durante os processos seletivos. O essencial, porém, vai além do currículo: é o comportamento empático e a maturidade emocional que fazem a diferença na contratação.
Quais são os principais caminhos para conseguir um estágio no setor funerário?
O estágio no setor funerário pode ser acessado por diferentes rotas. Cursos técnicos em serviços funerários, embalsamamento e gestão de cemitérios costumam ter convênios com empresas do setor, facilitando o ingresso direto. Além disso, faculdades de administração, psicologia e serviço social têm formado parcerias com funerárias e grupos cemiteriais que oferecem vagas de estágio para estudantes dos últimos semestres.
Para Tiago Schietti, o networking dentro do setor é uma ferramenta subestimada por quem está começando. Participar de eventos do segmento, congressos funerários e feiras especializadas amplia o contato com gestores e recrutadores, encurtando o caminho até a primeira oportunidade profissional. Outra estratégia eficaz é a candidatura espontânea diretamente em funerárias locais, já que muitas empresas do setor não divulgam vagas em plataformas tradicionais.

Como se preparar para o primeiro emprego na área funerária?
A preparação para atuar no setor funerário exige atenção a dois pilares fundamentais: o técnico e o comportamental. Do ponto de vista técnico, investir em cursos de tanatopraxia, biossegurança, gestão de serviços e até psicologia do luto coloca o candidato em posição de destaque. Esses conhecimentos demonstram comprometimento e sinalizam ao empregador que o profissional entende a seriedade do trabalho.
Do ponto de vista comportamental, conforme orienta Tiago Schietti, é fundamental desenvolver inteligência emocional, discrição e capacidade de lidar com situações de alta carga afetiva. Profissionais que chegam ao setor preparados emocionalmente tendem a se adaptar mais rápido, render melhor e construir trajetórias mais longas dentro das empresas. Portanto, o autoconhecimento é tão importante quanto a qualificação técnica.
O crescimento profissional no setor funerário é real?
O crescimento dentro do setor funerário é não apenas possível, como acelerado para quem se dedica. Empresas do segmento têm investido cada vez mais em estrutura, tecnologia e atendimento personalizado, o que demanda profissionais qualificados para cargos de liderança, marketing, gestão de pessoas e comercial. Quem entra como estagiário ou assistente e demonstra comprometimento encontra um ambiente propício à evolução rápida.
Além disso, o setor funerário oferece algo raro no mercado de trabalho atual: estabilidade. A demanda pelos serviços é constante e independe de ciclos econômicos. Isso significa que o profissional que constrói sua carreira nessa área tende a ter mais segurança e previsibilidade do que em setores mais voláteis.
O caminho está mais acessível do que parece
Entrar no setor funerário por meio de estágios e primeiros empregos é uma decisão que combina propósito, estabilidade e crescimento. O mercado está em expansão, as empresas buscam novos talentos e as barreiras de entrada são menores do que em outras áreas. Com a preparação certa, postura profissional e disposição para aprender, qualquer pessoa pode construir uma carreira sólida e significativa nesse segmento.
Como reforça Tiago Schietti, o setor funerário ainda é pouco explorado por jovens profissionais, o que torna esse momento especialmente estratégico para quem deseja se destacar em um mercado com menos concorrência e mais oportunidades reais de crescimento. A porta está aberta: basta ter coragem de entrar.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
