Segundo Tiago Oliva Schietti, o vínculo entre pessoas e animais de estimação tornou-se cada vez mais profundo nas últimas décadas. Cães, gatos e outros pets ocupam hoje um lugar central nas famílias, sendo reconhecidos como membros afetivos do núcleo familiar. Esse contexto impulsionou o crescimento do setor funerário pet, que engloba cemitérios e serviços de cremação voltados exclusivamente a animais. Com essa expansão, surgem novas profissões e funções que exigem preparo técnico, sensibilidade e ética.
O setor funerário pet consolida-se como um campo profissional estruturado, que vai muito além da execução de procedimentos, envolvendo acolhimento, gestão e responsabilidade ambiental.
A expansão do setor funerário voltado a animais
Para Tiago Oliva Schietti, o crescimento dos serviços funerários para animais está diretamente relacionado às mudanças culturais e ao aumento da população pet no Brasil. Famílias buscam despedidas dignas, respeitosas e alinhadas ao vínculo afetivo construído ao longo da vida do animal.
Esse movimento exige estruturas especializadas, profissionais capacitados e processos bem definidos. Cemitérios e crematórios pet modernos operam com padrões técnicos e éticos semelhantes aos do setor funerário humano, adaptados às particularidades do atendimento aos tutores.
Por que o setor funerário pet exige profissionais especializados?
Atuar no setor funerário pet requer competências específicas, como explica Tiago Oliva Schietti. Além do conhecimento técnico, o profissional lida com tutores em estado de luto, muitas vezes tão intenso quanto o vivido pela perda de um familiar humano.
A especialização é fundamental para garantir segurança operacional, conformidade legal, respeito ao animal e acolhimento às famílias. A ausência de preparo pode comprometer a qualidade do serviço e gerar impactos emocionais negativos para os tutores.

Principais profissões e funções no setor funerário pet
O setor funerário pet oferece diferentes possibilidades de atuação profissional, abrangendo funções técnicas, operacionais, administrativas e de atendimento, como exemplifica Tiago Oliva Schietti. Entre as principais, destacam-se:
- Operador de crematório pet, responsável pelos procedimentos técnicos e controle ambiental
- Gestor de cemitério ou crematório pet, atuando na administração, planejamento e organização
- Atendente funerário pet, focado no acolhimento e orientação das famílias
- Agente de logística e transporte, cuidando do traslado dos animais com respeito e segurança
- Profissional de manutenção, garantindo o funcionamento adequado das estruturas
- Responsável por documentação e registros, assegurando rastreabilidade e conformidade legal
- Consultor comercial, auxiliando famílias na escolha dos serviços disponíveis
Essa diversidade de funções demonstra que o setor oferece oportunidades para diferentes perfis profissionais.
Capacitação profissional como base da atuação no setor
De acordo com Tiago Oliva Schietti, a capacitação é um pilar essencial para quem deseja atuar no setor funerário pet. Cursos e treinamentos abordam temas como biossegurança, legislação ambiental, ética profissional, operação de equipamentos e comunicação sensível.
Além da formação técnica, o desenvolvimento de habilidades emocionais é indispensável. O profissional precisa saber conduzir diálogos delicados, respeitar o tempo do luto e oferecer informações claras, sem pressionar ou gerar desconforto.
Humanização no atendimento funerário para animais
A humanização é um dos aspectos mais relevantes no setor funerário pet, assim como destaca Tiago Oliva Schietti. O atendimento deve reconhecer o valor emocional do animal para a família, evitando abordagens impessoais ou mecânicas.
Humanizar significa ouvir, acolher, respeitar rituais de despedida e permitir que os tutores expressem sua dor. Profissionais preparados conseguem equilibrar empatia e profissionalismo, criando um ambiente seguro e respeitoso para o momento da despedida.
O papel da ética e da responsabilidade profissional
Conforme Tiago Oliva Schietti, a ética ocupa lugar central nas profissões do setor funerário pet. O cuidado com o corpo do animal, a transparência nos processos e o respeito às decisões da família são princípios fundamentais.
A atuação ética também envolve cumprir normas sanitárias e ambientais, garantir a rastreabilidade dos procedimentos e manter uma postura profissional em todas as etapas do serviço. Esses fatores contribuem para a credibilidade do setor e para a confiança das famílias atendidas.
Mercado de trabalho e perspectivas de crescimento
Conforme observa Tiago Oliva Schietti, o mercado de trabalho no setor funerário pet apresenta tendência de crescimento contínuo. A expansão dos serviços, aliada à profissionalização do segmento, aumenta a demanda por profissionais qualificados e comprometidos.
Cemitérios e crematórios pet buscam cada vez mais equipes capacitadas, capazes de atuar com técnica, sensibilidade e organização. Isso abre espaço para carreiras estáveis e desenvolvimento profissional em um setor ainda em consolidação.
Profissões que unem técnica, cuidado e respeito
Em resumo, as profissões e funções no setor funerário pet unem aspectos técnicos, emocionais e éticos. Trata-se de um campo de atuação que exige preparo, responsabilidade e sensibilidade, mas que oferece a oportunidade de exercer um trabalho significativo e socialmente relevante.
Ao investir em capacitação e profissionalização, o setor funerário pet se fortalece e contribui para oferecer despedidas dignas, respeitosas e alinhadas ao vínculo afetivo entre pessoas e seus animais de estimação.
Autor: Semyon Kravtsov
