Retomada do trabalho no Estaleiro Rio Grande abre 500 vagas de emprego

Antes de as atividades serem paralisadas, 3,7 mil pessoas trabalhavam no local. Retomada abriu oportunidades para pintores, soldadores, mecânicos e encanadores, entre outros. Saiba como concorrer. Antes de as atividades serem paralisadas no Estaleiro Rio Grande, 3,7 mil pessoas trabalhavam no local. A retomada reaqueceu a economia no Sul do estado, com a abertura de 500 vagas em diversas áreas do setor naval, especialmente para pintores, soldadores, mecânicos e encanadores.
Quem estiver interessado pode entrar em contato por e-mail ([email protected]) e se candidatar.
Por quatro anos, a construção de plataformas para a extração de petróleo movimentou as atividades do estaleiro. Nesse período, o setor naval da cidade chegou a contar com 30 mil trabalhadores. Mas, em 2016, ele passou a sofrer os impactos da Operação Lava-Jato, que apurou desvios em contratos da Petrobrás.
Uma estimativa da Universidade Federal de Rio Grande (FURG) aponta que, entre 2016 e 2019, Rio Grande perdeu 18,9 mil empregos diretos e indiretos. E, com isso, uma queda na arrecadação de impostos estimada em R$ 21 milhões.
“A gente batalhou cinco anos, desde o término do contrato da PCOS, lá em dezembro de 2016, até agora, para trazer atividades navais para o estaleiro, que é na verdade o core business do estaleiro. Agora, felizmente, a gente conseguiu trazer o Siem Helix 1, retomando a construção, ou melhor, as atividades navais no estaleiro”, afirma o diretor operacional da Ecovix, Ricardo Ávila.
A engenheira civil Valesca Castro acredita que, com isso, volta a esperança. Ela trabalhou de 2010 a 2016, quando foi demitida junto com os demais colegas. Cinco anos depois, volta com um contrato temporário.
“Eu estou muito feliz com a oportunidade. Ver o estaleiro funcionando novamente é recompensador. A minha expectativa é de a gente atender tudo no prazo correto, a expectativa do cliente e, quem sabe, novos projetos que entrem. E eu possa continuar efetiva aqui”, celebra.
A esperança dos administradores é a mesma, que a retomada das atividades seja apenas um primeiro passo para atrair mais negócios.
“A gente compreendeu o volume de emprego, renda, impostos que podem ser gerados nessa área. É muito importante que o mercado perceba que esse dique e essa estrutura que foi montada está à disposição para o desenvolvimento da indústria naval”, diz o superintendente dos Portos RS, Fernando Estima.
É recomendado que, a cada cinco anos, seja realizados os serviços de manutenção e reparo nos navios. As atividades no Siem Helix 1 começam nesta quinta (9). A embarcação que veio do Rio de Janeiro permanecerá no dique por 45 dias.
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