Relator e representantes do setor produtivo se reúnem com o governo para defender o projeto da desoneração

Deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) terá agenda com o ministro Paulo Guedes (Economia). Goergen articula aprovação do projeto que impedirá perda de empregos, em momento em que a economia ainda patina para se recuperar. O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) se reúne nesta quarta-feira (1º) com representantes do governo federal na busca de um acordo para aprovar o projeto que estende a desoneração da folha de pagamento até 2026.
Goergen é o relator da proposta, de autoria do deputado Efraim Filho (DEM-PB), na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.
O projeto de desoneração da folha abarca os 17 setores que mais geram empregos na economia do país. Esses setores, atualmente, empregam cerca de 6 milhões de trabalhadores.
Sem a desoneração, o mercado de trabalho será afetado negativamente, o que é mais grave neste momento de desemprego alto no país e economia patinando para sair da crise.
Goergen tem uma audiência às 18h30 com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo a assessoria do deputado, antes, ele terá um encontro na Secretaria de Governo, responsável pela articulação política do governo junto ao Congresso. Representantes de setores da economia que defendem a medida devem participar dos dos dois encontros.
Mais cinco anos
A desoneração da folha dos setores que mais empregam no país está prevista para acabar no fim deste ano. O projeto em análise amplia o beneficio até 31 de dezembro de 2006, ou seja, por mais cinco anos.
Goergen, que é favorável a estender a desoneração, tenta vencer a resistência da equipe econômica. O deputado tentará costurar um acordo entre as alas política e econômica do governo para tentar aprovar a proposta ainda em setembro.
A desoneração da folha de pagamentos permite às empresas substituir a contribuição previdenciária, de 20% sobre os salários dos empregados por uma alíquota sobre a receita bruta, que varia de 1% a 4,5%.
Entre os 17 setores da economia que podem aderir a esse modelo estão: as indústrias têxtil, de calçados, máquinas e equipamentos e proteína animal, construção civil, comunicação e transporte rodoviário.