Mãe de Ciro Nogueira toma posse como senadora após filho ter sido nomeado na Casa Civil


Empresária, Eliane Nogueira (PP-PI) tem 72 anos e era suplente na chapa do senador. Membro do Centrão, Ciro Nogueira foi nomeado ministro nesta quarta-feira. Eliane Nogueira assina termo de posse como senadora pelo Piauí
Jefferson Rudy/Agência Senado
A empresária Eliane Nogueira (PP-PI) tomou posse nesta quarta-feira (28) como senadora pelo estado do Piauí. Mãe do senador Ciro Nogueira (PP-PI), Eliane era suplente na chapa e assumiu o mandato após o filho ter sido nomeado novo ministro da Casa Civil.
Além de Eliane, participaram da cerimônia o ministro Ciro Nogueira e o segundo secretário do Senado, Elmano Férrer (PP-PI), que conduziu o ato. A deputada Iracema Portella (PP-PI), ex-mulher de Ciro, também compareceu.
Filiada ao PP, partido do Centrão e presidido pelo filho, Eliane Nogueira tem 72 anos e assume pela primeira vez uma função pública.
>>> Veja no vídeo abaixo os detalhes sobre quem é o novo ministro da Casa Civil:
Ciro Nogueira: conheça o novo ministro da Casa Civil
Eliane Nogueira
Segundo informações da Justiça Eleitoral, Eliane Nogueira tem ensino médio completo, atua como empresária e declarou em 2018 ter R$ 3,6 milhões em bens. A agora parlamentar é viúva do também político Ciro Nogueira Lima.
Embora Eliane nunca tenha assumido um cargo público, a assessoria de imprensa de Ciro Nogueira afirma que a nova senadora sempre esteve próxima da política.
Suplente de senador
A Constituição diz que cada senador será eleito com dois suplentes. Não há proibição de o substituto ser parente do titular da chapa.
Os suplentes assumem o mandato de senador quando o titular, entre outras hipóteses, assume cargo de ministro, de secretário de estado ou se licencia por mais de 120 dias.
Em 2013, o Senado rejeitou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tinha o objetivo de proibir que candidatos ao Senado escolhessem, como seus suplentes, parentes de sangue de até segundo grau – como pais, filhos e irmãos.
Para uma PEC ser aprovada no Senado, são necessários 49 votos favoráveis. O texto recebeu 46, três a menos do que o exigido. Ciro Nogueira, que já era senador em 2013, votou a favor da PEC, que acabou arquivada.
Análise
Ouça o episódio do podcast O Assunto sobre o tema “Com Bolsonaro, Centrão chega ao topo”: