Bolsonaro volta a atacar chefe do TSE e defende gasto com voto impresso

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar o processo eleitoral brasileiro e o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, ao defender mais uma vez o voto impresso nas próximas eleições. 

Segundo Bolsonaro, o país tem recursos para adotar, já no próximo pleito, o sistema para imprimir um comprovante do voto em cada urna. Em conversa com apoiadores no cercadinho na saída do Palácio da Alvorada na manhã desta quarta-feira, 28, Bolsonaro disse que Barroso parece que “é contra a democracia” por não apoiar sua proposta e que o país “não tem eleições limpas”. 

Bolsonaro lembrou que Barroso disse recentemente que a ideia do voto impresso poderia custar até 2 bilhões de reais aos cofres públicos neste ano. “Barroso, quem trata de orçamento sou eu e não você”, disse.

O presidente e seus apoiadores querem que todas as urnas imprimam um papel com o resultado do voto do eleitor. Esse comprovante seria depositado em uma caixa ao lado da urna para ser usado em eventual recontagem de votos. 

“Eleições sem que a gente tenha certeza de que o voto foi para aquela pessoa não são eleições. Por que o ministro Barroso está tão preocupado em não ter eleições democráticas? Será que ele é contra a democracia? Parece que é”, disse o presidente.

Bolsonaro voltou a relacionar sua possível derrota em 2022 a uma suposta fraude na contagem dos votos. “Não podemos admitir que as mesmas pessoas que tiraram o Lula da cadeia e tornaram ele elegível vão contar os nossos votos num quarto escuro do TSE”. 

Ele comparou a urna eletrônica ao sistema bancário. “É a mesma tecnologia de 1996. E se os bancos continuassem com a mesma tecnologia até hoje? O sistema seria uma peneira”, disse. 

Por fim, ele disse que irá abordar o sistema da urna eletrônica em um pronunciamento na noite de quinta-feira, 29. 

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