A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bagé foi recentemente alvo de auditoria pelo Departamento de Auditoria do SUS, órgão ligado à Secretaria Estadual da Saúde, e recebeu uma advertência formal publicada no Diário Oficial do Estado. Neste artigo, analisamos as implicações dessa decisão, o contexto das auditorias de rotina no Sistema Único de Saúde e a resposta do município, destacando o impacto sobre a gestão da saúde pública e a importância de ajustes estruturais para garantir eficiência e segurança no atendimento.
A auditoria realizada em junho de 2025 identificou problemas relacionados ao cumprimento da Lei Estadual nº 11.867/2002, que regulamenta o funcionamento e fiscalização de serviços vinculados ao SUS. Apesar de a penalidade de advertência ser considerada a mais branda dentro do processo administrativo, ela funciona como um alerta formal para que a unidade corrija as situações apontadas, reforçando a necessidade de atenção contínua às normas legais e procedimentos operacionais.
A decisão do Estado evidencia a relevância de auditorias periódicas como ferramentas de melhoria da gestão pública. Esses processos permitem identificar lacunas na estrutura, nos fluxos de atendimento e nas rotinas administrativas, contribuindo para que as unidades de saúde mantenham padrões de qualidade e segurança para pacientes e profissionais. A advertência à UPA de Bagé, portanto, não se configura apenas como um apontamento negativo, mas como um incentivo para ajustes que beneficiam toda a população atendida.
Em resposta, a Secretaria Municipal de Saúde de Bagé destacou que a auditoria ocorreu antes da atual gestão assumir a pasta. O secretário Gilson Machado reforçou que auditorias desse tipo fazem parte da rotina do SUS e têm como objetivo orientar melhorias, estabelecer prazos para adequações e aprimorar a prestação de serviços. Segundo o município, grande parte das recomendações já foi atendida, e as demais estão sendo implementadas dentro do prazo estipulado, demonstrando comprometimento com a correção e a transparência administrativa.
O episódio evidencia também a importância do planejamento e da gestão proativa na saúde pública. Manter estruturas físicas adequadas, fluxos de atendimento bem definidos e controle de processos administrativos não é apenas uma exigência legal, mas uma prática essencial para reduzir riscos, otimizar recursos e melhorar a experiência do paciente. No caso da UPA de Bagé, a correção das falhas apontadas pela auditoria contribui diretamente para a qualidade do serviço e para a confiança da população.
Além do aspecto administrativo, a advertência chama atenção para a necessidade de acompanhamento contínuo da operação das UPAs. Como unidades estratégicas para desafogar hospitais de referência, essas estruturas devem estar sempre alinhadas a protocolos técnicos, normas de segurança e fluxos de trabalho eficientes. A experiência de Bagé mostra que auditorias podem ser ferramentas preventivas, permitindo que ajustes sejam realizados antes que pequenas falhas se transformem em problemas maiores.
O comprometimento do município em atender às recomendações também ressalta um ponto crítico: a gestão da saúde exige articulação entre diferentes níveis de governo. Coordenação com o Estado e cumprimento rigoroso das normas legais são fatores determinantes para assegurar que as unidades cumpram sua função social com eficiência, garantindo acesso rápido e seguro a atendimento de qualidade.
O caso da UPA de Bagé reforça a necessidade de cultura organizacional orientada à melhoria contínua, transparência e responsabilidade. Advertências formais, quando tratadas como oportunidade de aperfeiçoamento, podem gerar avanços significativos na prestação de serviços, consolidando padrões de excelência e fortalecendo a confiança da comunidade no sistema público de saúde.
A análise desse episódio mostra que, mesmo quando penalidades são aplicadas, o foco deve permanecer na evolução da gestão e na eficiência do atendimento. A UPA de Bagé demonstra que, com planejamento estratégico, acompanhamento técnico e comprometimento com as normas, é possível transformar apontamentos administrativos em catalisadores de melhorias duradouras, beneficiando diretamente a população que depende do serviço.
