Temporal em Londres inunda hospitais e estações de metrô

Após uma semana de altas temperaturas, Londres registrou no último domingo, 25, o equivalente a um mês do que era esperado de chuva, inundando ruas, casas e estações de metrô. Em vídeos publicados nas redes sociais, é possível ver a escadaria da estação Pudding Mill Lane debaixo d’água, uma das oito estações de trem e metrô fechadas no domingo.

Esta é a segunda vez em um mês que as ruas da capital foram alagadas, depois de fortes chuvas em 13 de julho. Mais cedo neste mês, uma onda de tempestades deixou mais de 200 mortos na Alemanha e na Bélgica.

De acordo com a agência meteorológica da capital inglesa, a estimativa de chuvas para todo o mês de julho era de 47 milímetros. Em algumas áreas, como Redbridge, foram registrados 51 milímetros de chuva em pouco mais de três horas.

Embora esta segunda-feira esteja mais quente, a agência afirmou que quatro alertas para enchentes ainda estão em vigor para o sudeste da Inglaterra, e partes da Inglaterra e Escócia podem ter tempestades nos próximos dias.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, afirmou que a cidade está vivendo “crescentes incidentes de eventos climáticos extremos ligados à mudança climática”.

“Esta não é a primeira vez nas últimas semanas que Londres foi atingida por uma grande enchente”, relembrou.

Nas primeiras horas desta segunda-feira, o corpo de bombeiros londrino recebeu mais de mil ligações, principalmente de motoristas que ficaram presos em seus carros em ruas alagadas e de pessoas que estavam em casas alagadas.

A Barts Health, que administra cinco hospitais públicos em Londres, declarou de “grandes incidentes” após uma inundação nas partes subterrâneas do hospital Whipps Cross, causando danos ao sistema elétrico. Todas as cirurgias e consultas marcadas foram canceladas e ambulâncias foram transferidas para outros centros médicos. O hospital Newham também foi afetado.

Em Worcester Park, uma família foi resgatada por bombeiros em um bote quando o carro em que estava ficou preso pela água.

“Três adultos e duas crianças estavam presos quando o carro estavam dentro de um metro de água”, afirmou o corpo de bombeiros em nota.

Parte da linha central de metrô e trens foi suspensa, à medida que engenheiros tentavam reparar os danos causados no domingo.