Santa Catarina volta a participar da Expointer em Esteio

Após mais de 20 anos sem marcar presença na maior feira agropecuária a céu aberto da América Latina, o estado de Santa Catarina está retornando, este ano, para a feira. A ausência dos catarinenses foi devido a condição sanitária referente à febre aftosa, que diferenciava os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. No entanto, em maio deste ano, o Rio Grande do Sul conquistou o status de área livre de febre aftosa sem vacinação, o que facilitou o trânsito de animais entre os estados vizinhos.

“A equipe, sob minha responsabilidade, realizou a recepção destes animais. Nós todos compartilhamos do mesmo sentimento, de orgulho frente a nossa conquista. Após muitos anos, presenciar a participação de animais oriundos de Santa Catarina, realmente enaltece o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul”, destacou a fiscal estadual agropecuária e da equipe da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), Brunelle Weber Chaves.

Os animais de Santa Catarina começaram a chegar no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, no primeiro dia de entrada dos animais no parque. Ao todo, 237 animais deste estado estão inscritos na feira, entre ovinos, bovinos, equinos e caprinos.

“A presença dos animais de Santa Catarina e Paraná mostra a força da nova condição sanitária, que abriu as fronteiras e elevou o patamar da pecuária gaúcha”, afirmou a secretária da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Silvana Covatti.

O pecuarista Edson Colombo trouxe 13 bovinos da Fazenda Mãe Rainha, localizada em Lages para a exposição, sendo: quatro bovinos Hereford, um Brangus, seis Braford e dois terneiros de quatro meses, sendo um Braford e um Hereford. “Faz mais de 20 anos que Santa Catarina não podia participar e retornar das feiras. Para nós catarinenses é uma honra muito grande poder participar da feira agropecuária mais importante da América Latina”, contou Edson Colombo, proprietário da Fazenda Mãe Rainha.

Ele lembra que já participou outras três vezes da Expointer, mas teve que trazer os animais e vendê-los no Rio Grande do Sul. O fato de Santa Catarina não vacinar os animais contra febre aftosa desde 2000 impedia o retorno de bovinos e ovinos ao estado depois de cruzarem a divisa com o Rio Grande do Sul. “Então o fato de agora podermos voltar para Santa Catarina depois da feira, trocar mais genética, mostra a ascensão deste status de livre de febre aftosa tão importante para o Brasil”, finalizou Colombo.