Rio Grande do Sul deve ter dados mais precisos sobre a vacinação contra o coronavírus

A fim de qualificar as informações sobre a cobertura vacinal de grupos prioritários, os municípios do Rio Grande do Sul poderão fazer correções nos registros de imunização. O objetivo é reduzir a defasagem causada por incongruências no envio de dados ao Sistema Nacional de Informações do Programa Nacional de Imunizações.

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (SES), mais de 140 mil doses constam no banco de dados de forma inconsistentes. Há casos, por exemplo, em que o grupo prioritário informado é de uma determinada faixa etária e a idade informada é outra.

Existem, ainda, mais de 350 registros de aplicação de vacina em idosos com mais de 120 anos, o que obviamente não condiz com a realidade. Também há informação sobre quase 869 procedimentos em menores de idade, segmento ainda não contemplado pela campanha no País.

Outro problema que confunde os sistemas são os registros nos quais a segunda dose aparece antes da primeira (18.874 casos). Já em 6.695 registros, não há indicação do grupo prioritário ao qual pertence o vacinado.

A estratégia, a partir de agora, é enviar os relatórios das aplicações de doses apontadas como inconsistentes para os municípios realizarem os ajustes necessários. Trata-se de um processo contínuo e que requer uma revisão permanente.

Reunião

Após uma reunião virtual nesta semana com especialistas do Ministério da Saúde, as Coordenadorias Regionais de Saúde já estão aptas a repassar as orientações às vigilâncias municipais.

Conforme a SES, as doses que não batem com a realidade já estão computadas nos números gerais e sua correção  ampliará a precisão nos dados. Isso deve facilitar, inclusive, o avanço da campanha para os grupos previstos pelo calendário do plano nacional.

(Marcello Campos)