Quase 765 mil gaúchos já foram infectados pelo coronavírus. Mortes se aproximam de 16 mil

Entre os óbitos divulgados nesta terça-feira, 472 ocorreram nos últimos 10 dias.

Foto: EBC

Desde a semana passada, o Estado tem média diária de 247 óbitos. (Foto: EBC)

Publicado nesta quarta-feira (17), o mais recente boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde acrescentou 214 mortes e 9.663 testes positivos à estatística do coronavírus no Rio Grande do Sul. A atualização elevou para 15.819 o número de casos fatais da doença no Estado, ao passo que os infectados totalizam gaúchos 763.794 desde o começo da pandemia.

Ao menos 712.749 (93%) indivíduos já estão recuperados. Já os pacientes em acompanhamento na atualidade são 35.163, contingente que abrange desde os assintomáticos que cumprem quarentena em casa até os sintomáticos graves, internados em unidades de terapia intensiva (UTIs) de hospitais.

Os falecimentos informados nesta quarta ocorreram, em sua maioria, ao longo dos dez dias anteriores à divulgação do relatório, sendo progressivamente adicionados ao sistema estadual. Se contabilizados os registros de uma semana para cá, a média é de 247 vítimas a cada 24 horas.

No acumulado desde o dia 1º, março já garantiu a sua posição de pior mês até agora no que se refere aos desfechos fatais da Covid no Rio Grande do Sul: 2.574. E ainda faltam duas semanas para a chegada de abril, em meio a uma curva de casos e óbitos que não para de crescer – caso o atual ritmo se mantenha, o Estado deve chegar ao dia 31 com mais de 21 mil mortes por coronavírus.

Ainda no que se refere à lista de falecimentos notificados pelo boletim mais recente da Secretaria da Saúde, a vítima mais jovem é um homem de 25 anos, que residia em Ibirubá (Alto Jacuí, no Norte gaúcho). Já o mais idoso é uma mulher de 94 anos, moradora de Santiago (Região das Missões, no Sul do Estado).

Jovens em risco

A análise de indicadores da pandemia por especialistas do Gabinete de Crise do Palácio Piratini apontam um número maior de infectados entre os segmentos mais jovens da população. Isso possivelmente acontece porque há uma parcela maior da população contaminada, uma vez que o coronavírus está circulando mais.

No enfrentamento à pandemia, essa aceleração de propagação do vírus é o que mais preocupa junto ao fato de jovens não serem considerados grupo de risco, o que pode acabar levando a um relaxamento nas medidas de prevenção e aumento da transmissão.

A estatística tem por base a quarta edição do “Boletim Genômico do Coronavírus no RS”, divulgado quinzenalmente pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). O estudo leva em conta a análise de pacientes hospitalizados, determinando quais as linhagens mais frequentes distribuídas no mapa.

Isso é essencial para a compreensão do avanço da pandemia e para guiar as medidas de controle da doença a serem adotadas pelo Gabinete de Crise, além de combater notícias falsas.

Foram consideradas 478 amostras colhidas entre 23 de fevereiro e 9 de março em 117 municípios de todas as regiões geográficas, em diferentes grupos etários, incluindo pacientes internados ou não, além de considerar os atuais indicadores epidemiológicos. A partir de sequenciamento genômico, foram identificadas 20 diferentes linhagens de coronavírus em circulação no Estado.

O especialista em Saúde Richard Salvato, do Laboratório Central (Lacen), aproveitou para alertar que indivíduos já contaminados anteriormente pelo coronavírus não podem se considerar imunes:

“Tivemos casos em que a quantidade de anticorpos diminuiu. As reinfecções ocorrem, independentemente de variantes. Então é preciso manter os cuidados. A solução é a vacina combinada à manutenção das medidas de distanciamento”.

(Marcello Campos)

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