Professores e idosos gaúchos devem estar em dia com a vacina da gripe, alerta a Secretaria da Saúde

Com uma cobertura vacinal ainda bastante abaixo do desejado no Rio Grande do Sul, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) reforça o alerta para a necessidade de que os grupos prioritários da campanha contra a gripe procurem os postos de saúde para receberem a dose única, caso ainda estejam com a imunização pendente. O aviso vale sobretudo para os idosos.

Nesta quarta-feira (19), o índice estava em 20,2% nas populações-alvo, contra uma meta de 90%. E os indivíduos com idade a partir de 60 anos são os que menos procuraram o serviço até agora no Rio Grande do Sul: apenas 19,9% deles esticaram o braço à picada – que costuma ser indolor, segura e de alta eficácia. Além de gratuito.

“Quem pode se vacinar contra a gripe não deve perder a oportunidade”, ressalta a diretora do Departamento de Atenção Primária e Políticas de Saúde, Ana Costa. “O vírus influenza [causador da gripe] é uma doença que também mata, assim como o coronavírus, e pode gerar confusão de diagnóstico, por apresentar sintomas parecidos.”

Nesta fase da campanha, podem se vacinar idosos (pessoas acima de 60 anos), professores, crianças entre 6 meses e menores de 6 anos, gestantes, puérperas (mulheres que deram à luz há até 45 dias), trabalhadores da saúde e povos indígenas.

A partir de 9 de junho, também poderão receber a vacina os demais grupos prioritários, como pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente e outros (veja o cronograma abaixo).

Nesta quarta-feira (19/5), o Rio Grande do Sul vacinou e registrou pouco mais de 1 milhão de doses, o que corresponde a 20,2% dos grupos prioritários. Os índices de cobertura por público estão assim: povos indígenas (68,2%), puérperas (50,2%), crianças (47,4%), gestantes (42,6%), trabalhadores da saúde (33,2%) e idosos (19,9%).

Gripe x covid

Segundo a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri, não há estudos que comprovem a segurança da aplicação da vacina contra o coronavírus em conjunto com outras.

Por esse motivo, a recomendação é de um intervalo mínimo de 14 dias entre cada modalidade, sendo que a prioridade é a imunização contra a covid.

Se a pessoa apresentar sinais de infecção por coronavírus, deve adiar a vacinação até a recuperação clínica total e, pelo menos, quatro semanas após o início dos sintomas.

Cronograma

– 12 de abril a 10 de maio: crianças acima dos 6 meses e menores de 6 anos (765.827 indivíduos), gestantes e puérperas (117.541), trabalhadores da saúde (361.210) e integrantes de comunidades indígenas (30.347);

– 11 de maio a 8 de junho: idosos (2.143.707) e professores (141.254);

– 9 de junho a 9 de julho: pessoas com comorbidades (777.224) ou deficiência permanente (399.436), caminhoneiros (111.289), trabalhadores de transporte coletivo (42.831), trabalhadores portuários (4.051), forças de segurança e salvamento (31.489), Forças Armadas (38.899), funcionários do sistema prisional (4.881) e detentos (40.099).

(Marcello Campos)