O presidente da Assembleia Legislativa gaúcha vai a Brasília pressionar pela antecipação de vacina aos professores

Nesta quarta-feira (14), durante edição virtual da reunião-almoço “Tá na Mesa” da Federação das Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), o presidente da Assembleia Legislativa, Gabriel Souza (MDB), voltou a defender a vacinação contra o coronavírus para os professores como necessária à volta das aulas presenciais. Ele programou uma viagem a Brasília para tratar o assunto.

Na capital federal, o deputado deve se reunir na semana que vem com o secretário Nacional de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros. O objetivo é reforçar as pressões para que o governo federal antecipe a imunização da categoria. Ele frisou que o Parlamento gaúcho está disposto a intermediar as tratativas entre governo e profissionais de educação.

Durante o evento desta quarta-feira, o presidente da Federasul, Anderson Trautman Cardoso, enfatizou que “é preciso levar à balança, além dos prejuízos pedagógicos, também os impactos à saúde mental de nossas crianças e jovens e a falta de qualificação adequada da mão de obra que sofre com o desemprego”.

A avaliação da entidade é de que os desafios inerentes à pandemia exigem união para promover avanços e reformas de que o Estado e o País necessitam: “Contamos com a sua dedicação e com a sua parceria para a retomada da educação presencial e para promovermos as transformações que o Rio Grande do Sul precisa”.

Reconhecendo o Legislativo como um importante fórum de convergência sobre as medidas de enfrentamento à pandemia e para minimizar os impactos nas empresas e nos empregos, o dirigente defendeu o papel essencial da Assembleia:

“Temos a esperança de termos pela frente um período de transição”, disse, lembrando que “não é mais possível fechar as empresas porque aprendemos muito e verificamos que são as aglomerações irresponsáveis que aceleram a propagação do vírus, não a atividade produtiva”.

Reformas

Também para a recuperação da atividade econômica, a entidade acredita que as mudanças estruturais precisam acontecer. “Há um oceano de oportunidades, e os 55 deputados estaduais terão protagonismo em muitas dessas discussões. Esperamos um alinhamento na luta pelas grandes reformas nacionais”, prosseguiu Cardoso.

A Federasul considera fundamental que o governo gaúcho mantenha o caminho de privatizações e pediu ao Legislativo que avançar em pautas de modernização e desburocratização do Estado. Cardoso mencionou, ainda, a aprovação dos projetos de Teto dos Gastos Públicos, retirada da obrigatoriedade do plebiscito para a venda de estatais e a do Duodécimo como “avanços necessários”.

O presidente da Assembleia, por sua vez, informou que estas reformas já estão na pauta do Legislativo e vão seguir “com rapidez” – a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que derruba o plebiscito sobre a venda de estatais deve entrar em votação no final de abril.

Ele também anunciou ainda mudanças regimentais no Legislativo para dar eficiência de soluções, celeridade na execução dos serviços e transparência nas decisões: “O anúncio será feito na próxima semana para ficarmos mais perto das pessoas”.

(Marcello Campos)