O mapa definitivo do distanciamento controlado mantém a bandeira preta em 11 das 21 regiões gaúchas

Status de altíssimo risco epidemiológico abrange dos 497 municípios gaúchos. (Foto: Divulgação/Palácio Piratini)

Divulgado nesta segunda-feira (22), a configuração definitiva da 42ª rodada do distanciamento controlado manteve o mapa preliminar que previa bandeira preta (altíssimo risco para coronavírus) em 11 das 21 “Regiões-Covid” do Rio Grande do Sul, restando as demais em vermelho (alto risco). Nenhum dos dez recursos apresentados por prefeituras e associações regionais foi aceito.

A bandeira preta é a mais severo na escala do sistema, motivado pela velocidade de propagação da pandemia e esgotamento da capacidade de atendimento à demanda por hospitalizações. Dados oficiais apontam que 316 das 497 cidades gaúchas estão situadas na áreas agora nesse status (quase 70% da população gaúcha, que é de 11,3 milhões), o que representa um recorde no Estado.

Estão nessa situação a partir da primeira hora desta terça-feira (23) até o final da próxima segunda-feira (29) as seguintes regiões: Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Taquara, Caxias do Sul, Erechim, Lajeado, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Santa Cruz do Sul e Capão da Canoa.

Já a bandeira vermelha foi aplicada às áreas de Bagé, Cachoeira do Sul, Cruz Alta, Guaíba, Ijuí, Pelotas, Santa Rosa, Santa Maria, Santo Ângelo e Uruguaiana. Essas e outras informações podem ser conferidas no portal distanciamentocontrolado.rs.gov.br.

“Este é o maior número de regiões no pior nível do sistema de enfrentamento à pandemia no Rio Grande do Sul até agora”, ressalta o Comitê de Crise do Palácio do Piratini. “Até então, o Estado só havia enfrentado duas rodadas com bandeira preta – na 32ª rodada (duas bandeiras, de 15 a 21 de dezembro) e na 35ª (apenas uma, entre 5 e 11 de janeiro).

Recursos negados

O colegiado havia recebido dez pedidos de reconsideração, dos quais cinco reivindicavam redução da bandeira preta para vermelha (Capão da Canoa, Taquara, Passo Fundo, Lajeado e Caxias do Sul). Bagé, por sua vez, solicitou passar da cor vermelha para a laranja.

As outras quatro solicitações eram assinadas por municípios que estão em regiões de bandeira preta e que pretendiam passar ao status vermelho por meio do enquadramento na Regra 0-0 (sem registro de hospitalização e óbito por Covid, considerado o município de residência nos 14 dias anteriores à apuração das bandeiras).

Todos os recursos foram indeferidos. A justificativa do Executivo estadual é de que não havia erro na mensuração dos dados avaliados pelo modelo de distanciamento controlado, além da própria gravidade da pandemia em todo o território gaúcho.

Cogestão retomada

Já no que se refere à interrupção do sistema de cogestão (conforme anúncio do governador Eduardo Leite na sexta-feira), o Gabinete de Crise voltou atrás ao ouvir prefeitos e representantes de entidades regionais. Assim, as áreas em bandeira preta que aderiram ao sistema compartilhado podem adotar os protocolos próprios compatíveis com o status vermelho.

O mesmo vale para as regiões em vermelho, que podem adotar regras até o nível de laranja, desde que tenham plano de cogestão. Das 21 regiões Covid, 19 aderiram ao sistema compartilhado. As duas únicas regiões que não fazem parte da cogestão e, portanto, devem seguir os protocolos determinados pelo Estado são Guaíba e Santa Maria.

Cabe ressaltar que, apesar desse recuo, todos os 497 municípios gaúchos deverão respeitar a suspensão geral de atividades não essenciais em ambientes públicos ou privados na faixa de horário entre 20h e 5h, todos os dias. A determinação vale pelo menos até o dia 2 de março.

(Marcello Campos)

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