Novo lote com quase 39 mil doses de vacina da Pfizer será distribuído aos municípios gaúchos nesta sexta

Na tarde desta quinta-feira (3), chegaram ao Rio Grande do Sul mais 38.610 doses de vacina contra o coronavírus produzidas pela farmacêutica norte-americana Pfizer. O lote enviado pelo Ministério da Saúde foi desembarcado por volta das 14h no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, de um voo procedente de Guarulhos (SP);

Juntamente com as 356.500 doses do imunizante de Oxford-AstraZeneca recebidas na véspera, essa nova remessa será distribuída às 18 coordenadorias regionais da Secretaria Estadual da Saúde (SES) ao longo desta sexta-feira (4).

De acordo com informações do Palácio Piratini, todas as doses serão utilizadas na imunização de trabalhadores da educação, portuários, pessoas com comorbidades e deficientes permanentes.

Logística

As vacinas serão entregues às regiões mais distantes de Porto Alegre com auxílio de aeronaves das forças estaduais de Segurança Pública. Esse procedimento que tem sido adotado desde o começo da campanha de imunização, na segunda quinzena de janeiro.

Um helicóptero da Polícia Civil deve decolar às 10h desta sexta-feira com destino a Santa Maria, levando as cargas da 4ª CRS (Santa Maria) e da 10ª (Alegrete).

No mesmo horário, decolará um avião da Brigada Militar, com pousos previstos em Erechim, onde deixará o carregamento da 11ª (Erechim), em Palmeira das Missões, deixará as cargas da 2ª CRS (Frederico Westphalen) e 15ª (Palmeira das Missões). Em Santo Ângelo, descerão as caixas térmicas para a 9ª CRS (Cruz Alta), 12ª (Santo Ângelo), 14ª (Santa Rosa) e 17ª (Ijuí).

As vacinas das 3ª CRS (Pelotas), 5ª (Caxias do Sul), 6ª (Passo Fundo) e 7ª (Bagé) serão transportadas por via terrestre por veículos do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs).

A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre e as demais Coordenadorias Regionais do Estado poderão buscar, já no turno da manhã, as doses correspondentes aos municípios de sua abrangência na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi), na capital gaúcha.

Hipertensos leves

Se conseguirem finalizar a imunização dos grupos de pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas com comorbidades e pessoas em situação de rua, educadores, detentos e funcionários de presídios, as prefeituras podem continuar avançando na lista de prioridades. Isso inclui com o acréscimo, de forma simultânea, da vacinação por idade da população em geral, começando por 59 e indo até a faixa de 18 anos.

Outra definição da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), em reunião nesta semana, foi a liberação da vacinação dos hipertensos leves. A decisão foi motivada por relatos municipais sobre a ocorrência de óbitos por coronavírus em indivíduos com essa comorbidade e que não haviam sido imunizados.

“Agora não precisa mais ser hipertenso grave para ter direito à vacina. Para se imunizar, a pessoa precisa levar ao posto um receituário que indique que tem hipertensão, apenas isso”, frisou a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Cynthia Molina Bastos.

(Marcello Campos)