Morre aos 66 anos o desembargador gaúcho Luís Augusto Coelho Braga, vítima do coronavírus

O desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) Luís Augusto Coelho Braga morreu nesta terça-feira (6), aos 66 anos, vítima do coronavírus. Natural de Passo Fundo (Região Norte do Estado), o magistrado presidia a 6ª Câmara Cível da Corte. Os atos fúnebres foram restritos a familiares próximos, por causa das limitações impostas pela pandemia para esse tipo de cerimônia.

Ele se formou bacharel em Direito pela Universidade do Vale do Sinos (Unisinos) em 1979. O ingresso na magistratura ocorreu como pretor, em 1982, por meio de concurso público, sendo então designado para a Comarca de Taquara (Vale do Paranhana).

Aprovado como juiz em concurso público em 1985, atuou como substituto nas Comarcas dos municípios gaúchos de São Sebastião do Caí, São Luiz Gonzaga, Santo Antônio das Missões e Santo Ângelo. Em Porto Alegre, atuou na 2ª Vara das Execuções Criminais e na 2ª Vara Criminal.

Já como juiz titular, Coelho Braga foi designado para as Comarcas de Jaguari, Cachoeirinha, Gravataí e Porto Alegre, onde esteve à frente da 5ª Vara Cível e da 2ª Vara da Fazenda Pública.

Em 1998, foi convocado como juiz substituto de desembargador na 1ª Câmara Cível e promovido a desembargador em 2000. Desde então, atuou na 19ª, 9ª e 11ª Câmaras Cíveis, até chegar à 6ª Câmara Cível, onde era o presidente. O magistrado também foi professor universitário.

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, desembargador Voltaire de Lima Moraes, decretou luto oficial por três dias em razão do falecimento do colega.

De acordo com Voltaire, o “magistrado exerceu com extrema dedicação e reconhecida competência suas atividades no Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul”.

“Lamento profundamente o falecimento do desembargador Braga, com quem mantinha antiga amizade, e que foi revigorada quando trabalhamos juntos na 11ª Câmara Cível do TJ-RS. Um colega afável e de fácil diálogo. Deixo aqui também minha solidariedade aos seus familiares neste momento de profunda dor”, ressaltou.

Casal

A cada semana, o Poder Judiciário do Rio Grande do Sul tem entrado na rota do coronavírus, com casos fatais entre magistrados e servidores da ativa, além de aposentados. Um dos casos mais recentes – e comoventes – foi registrado no dia 29 de março.

Na ocasião, o Foro da Comarca de Pelotas (Região Sul do Estado) decretou luto oficial de três dias devido à morte de José Antônio Dias da Costa Moraes, da 2ª Vara Criminal da cidade e mais antigo juiz em atividade no Rio Grande do Sul.

Ele faleceu aos 68 anos, na manhã desta terça-feira, poucas horas após o óbito de sua esposa, Solange Aparecida de Matos Moraes, 56 anos. Ela também foi vitimada pela Covid.

(Marcello Campos)