Ministério Público do RS vai investigar médica após morte de 3 pacientes que receberam nebulização de hidroxicloroquina em Camaquã

O Ministério Público do Rio Grande do Sul vai investigar a conduta da médica Eliane Scherer, que receitou nebulização com hidroxicloroquina para pacientes do Hospital Nossa Senhora Aparecida, da cidade de Camaquã, na região sul do Estado. Três pacientes da Covid-19 que tiveram este tratamento morreram entre segunda-feira (22) e quarta-feira, 24. O remédio tem ineficácia comprovada cientificamente contra o novo coronavírus.

A investigação foi informada pela promotora Promotora de Justiça de Camaquã, Fabiane Rios. O MP vai averiguar se o procedimento de nebulização com hidroxicloroquina está dentro dos protocolos corretos e da ética profissional. Em conjunto com a Polícia Civil, a promotoria fará oitiva com os envolvidos e vai cruzar com as orientações do Ministério da Saúde. “Em constatada eventual falta, esta será encaminhada na esfera cível e administrativa. Se for provada a imperícia da médica ao adotar tal procedimento, causando o óbito dos pacientes, sua conduta será apurada na esfera criminal”.