Mais de 540 mil gaúchos já receberam a segunda dose de vacina contra o coronavírus

Dados da Secretaria da Saúde apontam que até este sábado (17) mais de 540 mil habitantes do Rio Grande do Sul já receberam a segunda dose de vacina contra o coronavírus, concluindo assim o ciclo necessário para obter a imunização. O contingente representa 10,6% do segmento prioritário da campanha e 4,7% da população (11,3 milhões de pessoas) do Estado.

Já no que se refere à segunda injeção, a estatística mostra que 1,92 milhão de gaúchos foram contemplados até agora. Isso equivale a 38% do público-alvo da campanha e a 17% do total de habitantes. A estatística leva em consideração tanto a Coronavac-Butantan quando a Oxford-Fiocruz, as duas vacinas em uso no Brasil.

Desde o dia 18 de janeiro, o Rio Grande do Sul já recebeu 3.604.700 doses de imunizantes enviados pelo Ministério da Saúde e repassadas às prefeituras dos 497 municípios por meio das Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS). Desse total, 3.585.154 unidades (praticamente 70%) foram aplicadas – vale lembrar que a orientação é para que as secretarias municipais reservem doses para a segunda aplicação.

Reforço internacional

Em reunião com o Fórum de governadores, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciaram a antecipação de doses de vacinas contra o coronavírus para o Brasil. Serão 8 milhões de doses do consórcio Covax Facility, das quais 4 milhões serão entregues em abril e o restante em maio.

O chefe do Executivo gaúcho, Eduardo Leite, representou a Região Sul durante reunião em São Paulo na última sexta-feira (16): “Temos demanda e preocupação com a imunização brasileira. E a situação que enfrentamos no País é especialmente dramática, em função da falta de coordenação nacional e de rejeição a políticas de distanciamento que nos ajudariam a reduzir a incidência do vírus”.

A proximidade do inverno foi destacada como mais um motivo que causa preocupação aos governadores dos três Estados, uma vez que a queda das temperaturas faz surgir uma série de outras doenças respiratórias. Eduardo Leite acrescentou:

“No Rio Grande do Sul, estamos observando uma redução de casos e de internações, mas ainda em patamar elevado de ocupação de UTIs e leitos clínicos. Sabemos que a mudança do clima traz novas demandas que farão com que mais pessoas busquem atendimento. Por isso, apelamos à ONU para que colabore com uma articulação internacional para que o Brasil seja priorizado na entrega de vacinas”.

O consultor sênior do diretor-geral da OMS, Bruce Alyward, destacou que a entidade está ciente da gravidade da situação: “Trabalhamos para, além da antecipação de vacinas, que o Brasil possa acessar doses extras de países da Europa e América do Norte. Também queremos acelerar a importação dos insumos para a produção de doses”.

No final de março, o Fórum de Governadores havia solicitado ao secretário-geral da ONU, António Guterres, uma reunião para discutir a pandemia do coronavírus no Brasil. No documento, assinado pelo governador do Piauí, Wellington Dias, os líderes estaduais pediram sensibilidade, ajuda humanitária e auxílio na aquisição de vacinas.

(Marcello Campos)