Exército distribui maior lote de medicamentos do kit intubação no RS

Oito veículos do Exército partiram, nesta terça-feira (30), do 3º Batalhão de Suprimento, em Nova Santa Rita, para entregar 84.346 ampolas de medicamentos do kit intubação para 70 hospitais de 58 municípios gaúchos. É a maior remessa de medicamentos entregue desde o início da pandemia – o Exército realizou a primeira operação em 18 de julho do ano passado, entregando 25 mil unidades.

Os medicamentos levados pelos militares aos hospitais são bloqueadores neuromusculares, sedativos e anestésicos, imprescindíveis nas UTIs destinadas ao tratamento da Covid-19. Parte do lote veio do Ministério da Saúde e parte é compra realizada pela SES (Secretaria da Saúde). Os produtos foram separados e armazenados no 3º Batalhão de Suprimento e posteriormente distribuídos pelo 3º Grupamento Logístico.

“O lote de medicamentos recebido do Ministério da Saúde irá beneficiar hospitais com leitos de UTI que integram o sistema de regulação estadual e os medicamentos adquiridos pela Secretaria da Saúde, através da ata nacional, contemplam hospitais com e sem leitos de UTI”, explicou a diretora do Departamento de Gestão da Atenção Especializada da SES, Lisiane Fagundes. “A distribuição leva em conta critérios técnicos baseados no relatório semanal que os próprios hospitais nos passam, declarando a situação dos estoques desses medicamentos.”

A responsabilidade pela compra desses medicamentos é das instituições hospitalares, não fazendo parte da rotina da Assistência Farmacêutica do Estado. No entanto, frente à dificuldade de aquisição no país e ao aumento da demanda desde o ano passado, o governo do Estado e o Ministério da Saúde se articularam para comprá-los excepcionalmente e distribuí-los às instituições com estoques críticos e que prestam atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

A SES realiza, com hospitais e Pronto Atendimentos, um levantamento semanal do estoque dos 22 medicamentos para intubação. A ação de rotina visa acompanhar a quantidade de cada um na rede hospitalar, que já sofreu com escassez em julho do ano passado, também em decorrência da pandemia de Covid-19. Na época, foram adquiridos medicamentos no mercado nacional e internacional, tanto pelo Ministério da Saúde quanto pelo Estado do RS.

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