Estados e Ministério da Saúde discutem estratégias para conter o desabastecimento de sedativos em hospitais

A equipe diretiva da Secretaria da Saúde (SES) e a secretária Arita Bergmann participaram de reunião com o Ministério da Saúde e demais secretários estaduais de saúde do Brasil. O objetivo foi expor a situação dos hospitais quanto à falta de abastecimento de medicamentos do kit intubação – sedativos e bloqueadores neuromusculares usados na intubação de pacientes que necessitam de ventilação mecânica em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI).

“A situação do Rio Grande do Sul, em alguns hospitais, é crítica, apesar de todos os esforços que estamos fazendo e o trabalho estar muito bem conduzido”, declarou a secretária Arita. “Houve um drástico aumento na demanda por esses medicamentos. Muitas instituições hospitalares não possuíam leitos de UTI e agora precisam destes insumos. Há remédios do kit intubação que demoram até 15 dias para serem produzidos pela indústria”, citou Arita, apontando alguns motivos que levaram ao cenário atual. A equipe da SES pleiteou ao Ministério da Saúde a importação urgente dos medicamentos.

O diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica da SES, Roberto Schneiders, falou ainda que o Estado está pedindo uma revisão no método de distribuição dos medicamentos doados pelo Ministério, levando em conta a realidade de cada hospital e não uma média de todos hospitais, uma vez que existe uma variação muito grande dos estoques entre cada instituição. “Há hospitais com estoques mais confortáveis, enquanto outros têm medicamentos para poucos dias ou já desabastecidos”, explicou o diretor.

Por parte do Ministério da Saúde, foi garantido um novo pregão para aquisição dos insumos, negociações de compra internacionais com Alemanha, China, Estados Unidos, Paraguai e Uruguai, além de um levantamento dos estoques nos fornecedores do mercado interno.

Em decorrência da pandemia de Covid-19 e o aumento de internações em leitos de UTI, não apenas no Rio Grande do Sul mas em todo país, aumentou rapidamente a necessidade do uso de medicamentos anestésicos, sedativos e bloqueadores neuromusculares no procedimento de intubação em pacientes com dificuldades respiratórias. Esses remédios não fazem parte da rotina de compra da Assistência Farmacêutica do Estado, sendo responsabilidade de cada instituição. Porém, em função das dificuldades de aquisição no mercado privado, a Secretaria da Saúde e o Ministério da Saúde estão realizando a compra excepcional dos insumos, para garantir a continuidade da assistência aos pacientes de Covid.

Em julho do ano passado foi realizada uma compra no mercado uruguaio. Já nesta semana, o Estado já distribuiu mais de 60 mil frascos dos medicamentos para hospitais gaúchos. Além disso, a SES realiza um levantamento semanal com os hospitais do estoque de um total de 22 remédios utilizados para a intubação em UTIs.