Em um mês, o Rio Grande do Sul já aplicou quase 400 mil doses de vacinas contra o coronavírus

Ampliação da campanha depende da chegada de novos lotes de imunizantes. (Foto: Cristine Rochol/PMPA)

Ao completar nesta quinta-feira (18) um mês desde o início da vacinação contra o coronavírus, o Rio Grande do Sul se aproximou da marca de 400 mil injeções aplicadas. Esse montante abrange cerca de 380 mil gaúchos que receberam a primeira dose e outros 14 mil que já foram contemplados com a segunda dose, completando assim o esquema vacinal exigido para imunização.

No momento atual, a estratégia tem como públicos prioritários trabalhadores da saúde e idosos com mais de 85 anos, idade mínima que pode variar conforme cada município. A ampliação desses grupos deve ocorrer conforme a chegada ao Estado de novas remessas nos próximos dias.

Já foram recebidas pelo Rio Grande do Sul 704,4 mil doses de vacinas, sendo 588,4 mil da CoronaVac e 116 mil produzidas pela Oxford/AstraZeneca. O Ministério da Saúde planeja distribuir aos Estados um lote com mais 4,8 milhões de doses da CoronaVac na próxima terça-feira (23/2), e a estimativa inicial é que o Estado receba cerca de 300 mil doses.

Assim que confirmado o recebimento, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) vai repassar imediatamente os lotes proporcionais a cada cidade, a fim de proporcionar a continuidade da imunização da população gaúcha, especialmente do grupo prioritário dos idosos, os mais afetados pela doença.

Cabe ressaltar que parte do lote já será reservado para a aplicação da segunda dose. Isso porque o esquema vacinal completo com duas doses é necessário para obter a resposta imune esperada para a prevenção da Covid.

A segunda dose da vacina da CoronaVac deve ser aplicada de duas a quatro semanas depois da primeira. Para a marca Oxford/AstraZeneca, a prescrição é de 12 semanas de intervalo.

Os quantitativos para cada público estão sendo definidos. A atualização diária de vacinas recebidas, distribuídas e aplicadas pode ser acompanhada em vacina.saude.rs.gov.br.

Diversos municípios brasileiros estão enfrentando falta de doses. Isso é determinado pela velocidade do município na aplicação das doses dos grupos prioritários. A SES não dispõe de reserva de vacinas na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi). Todas as vacinas recebidas já foram distribuídas aos municípios. É preciso aguardar, portanto, nova remessa.

A partir de março, o governo federal projeta um aumento significativo da distribuição: 46 milhões de doses devem ser enviadas para os Estados. O crescimento no número se deve ao início da produção pelo Instituto Butantan (CoronaVac), que deve viabilizar 18 milhões de doses em março, e da Fiocruz (Oxford/AstraZeneca), que deve ter condições de distribuir 12 milhões de doses.

Total de doses aplicadas: 394.791

– 380.694 mil em primeira dose;

– 14.097 em segunda dose.

Trabalhadores da saúde

– 1ª dose: 243.810 (67,5% do público estimado);

– 2ª dose: 10.753 (3% do público estimado);

Idosos institucionalizadas

– 1ª dose: 30.203;

– 2ª dose: 2.358.

Povos indígenas

– 1ª dose: 8.630;

– 2ª dose: 847.

Pessoas com deficiência institucionalizadas

– 1ª dose: 1.889;

– 2ª dose: 94.

Outros segmentos

– Pessoas com 80 anos ou mais: 86.508 (1ª dose);

– Pessoas com 75 a 79 anos: 1.086 (1ª dose);

– Pessoas com 70 a 74 anos: 484 (1ª dose);

– Pessoas com 65 a 79 anos: 351 (1ª dose);

– Pessoas com 60 a 64 anos: 360 (1ª dose).

(Marcello Campos)

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