Em breve, o Pix poderá ser utilizado para pagar contas de luz no Rio Grande do Sul

As contas de luz do Rio Grande do Sul e de outros dez Estados poderão ser pagas, em breve, por meio do Pix, sistema de pagamentos instantâneo criado pelo Banco Central e disponível desde novembro do ano passado. Atualmente já é possível quitar o boleto por meio dessa ferramenta em cinco Estados, mas distribuidoras que atendem a outros seis já se preparam para oferecer a opção.

A CPFL Energia, que atende a consumidores no Rio Grande do Sul por meio da concessionária RGE, deve adotar esse recurso tecnológico a partir de março, em todas as suas faturas – inclusive as impressas. O mesmo vale para os Estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais.

O pioneirismo, porém, cabe à Neoenergia, que atende partes de São Paulo, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul: desde novembro, as faturas digitais passaram a contar com um “QR Code” e um link para redirecionar à tela de pagamento. Essa ferramenta será ampliada ainda neste ano para abranger também o boleto impresso.

Também em um futuro próximo, a Enel (maior empresa do segmento no País) e com clientes em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Ceará, também pretende oferecer a opção. A companhia já recebeu o sinal-verde da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para adaptar seus sistemas e deve passar a usar o Pix em breve.

Detalhes

Mesmo sem uma regra específica para o uso do Pix pelas distribuidoras de energia, as empresas estão adaptando seus sistemas para oferecer esse meio de pagamento. Para isso, é necessário disponibilizar, pela conta de luz digital ou impressa, um “QR Code”, link ou  “chave” (CNPJ ou e-mail, por exemplo).

A integração com a ferramenta tem sido incentivada pela Aneel, que planeja aprofundar os debates sobre uma regulamentação específica ainda neste ano. Em 2020, o órgão firmou um acordo de cooperação técnica com o Banco Central, a fim de fomentar o uso do sistema no setor elétrico.

Além de facilitar o pagamento, a modalidade pode resultar em uma economia para os clientes, já que deve reduzir os custos do setor elétrico, o que reflete diretamente nas tarifas de energia.

O Pix pode ser usado por qualquer pessoa que tenha uma conta bancária (corrente ou poupança) e celular conectado à internet. O cliente pode optar por cadastrar uma “chave” para realizar as transações (número de CPF, celular ou e-mail). Conforme o Banco Central, há quase 135 milhões de chaves já cadastradas (cada cliente de banco pode ter mais de uma).

Dentre as vantagens ao consumidor está o fato de que o pagamento cai direto na conta das concessionárias em segundos, evitando o desligamento da energia por inadimplência ou agilizando o desligamento do serviço (o prazo de 24 horas só passa a contar após a confirmação da fatura quitada).

“Se você tem uma conta em aberto e paga hoje, a empresa vai ver isso daqui a dois dias, normalmente. Se for fim de semana, só vai bater na segunda, pois passa pelo banco. Pelo Pix, a distribuidora vai enxergar na hora. Isso dá condições, por exemplo, de alterar a rota de uma equipe responsável por desligar a luz”, afirma Wagner Ferreira, diretor jurídico da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).

(Marcello Campos)