Das 21 regiões monitoradas pelo novo sistema no Rio Grande do Sul, oito apresentam piora na situação

Nesta quinta-feira (20), o governo do Estado emitiu alertas do novo sistema de monitoramento para as Regiões-Covid de Palmeira das Missões, Santa Rosa e Uruguaiana, que em 48 horas devem adotar medidas para conter o avanço do coronavírus. Agora são oito de 21 as áreas do mapa gaúcho nessa situação Cachoeira do Sul, Cruz Alta, Ijuí, Passo Fundo e Santo Ângelo foram comunicadas na terça-feira.

Se a resposta de cada região for considerada adequada, a proposta é aplicada imediatamente, e a região segue sendo monitorada pelo GT Saúde. Caso a resposta não seja adequada, o Estado poderá intervir e estipular ações adicionais a serem seguidas.

Além disso, a reunião do GT Saúde realizada na terça apontou para a necessidade de emitir um aviso para a região de Bagé e um novo aviso para Caxias do Sul, que já havia recebido a emissão na reunião anterior.

No caso de Palmeira das Missões, Santa Rosa e Uruguaiana, as três regiões já haviam recebido avisos da equipe técnica estadual na terça-feira (18) e, devido à piora em indicadores da pandemia, o entendimento do governo foi pela necessidade de formalizar o pedido para que as regiões Covid passem para a ação.

O GT Saúde também havia recomendado um quarto alerta para a região de Erechim, mas o Gabinete de Crise definiu pela emissão de aviso para a associação regional e seus respectivos municípios.

Erechim apresenta um crescimento de 24% de novos casos de Covid-19 entre os dias 11 e 18 de maio, quando a incidência por 100 mil habitantes ainda se encontrava no mesmo patamar do número do Estado.

Ou seja, a prefeitura será comunicada pelo governo quanto a esse e outros indicadores que preocupam, mas ainda não será obrigada a encaminhar um plano de ação. Caso haja piora no quadro, poderá ser recomendado novamente o alerta.

Como funciona

O Sistema 3As de Monitoramento, que vigora no Estado desde domingo (16), acompanha diariamente os dados regionais sobre a situação da pandemia no Rio Grande do Sul. Para emitir Avisos e recomendar Alertas, a equipe técnica analisa dados reunidos nos boletins diários das regiões, dentre outras informações.

Os boletins são alimentados diariamente, duas vezes ao dia, às 6h e 16h. Neles estão inseridos os dados compilados e atualizados nas ferramentas já disponibilizadas pelo governo gaúcho para gestão da pandemia. Também diariamente, a partir de sexta-feira (21), o governo do Estado publicará em sua conta oficial do Twitter a atualização diária da manhã.

O boletim regional traz informações do Rio Grande do Sul como um todo, das macrorregiões e das 21 “Regiões-Covid”, como número de casos confirmados, de óbitos, taxa de ocupação de leitos clínicos e de UTI e percentual de população já vacinada nas diversas regiões.

É com base nos dados de cada região, além de outras informações que são monitoradas sobre a situação da pandemia no Estado, que o GT Saúde determina quais devem receber Avisos e Alertas, dentro da lógica do Sistema 3As – Aviso, Alerta e Ação.

O site do Sistema 3As também disponibiliza o boletim diário de casos, com informações de países selecionados, do Brasil e do Rio Grande do Sul, e o boletim diário de hospitalizações, com informações do RS, das macrorregiões e das regiões. Ambos também podem ser encontrado na aba “Informações”.

Todos os relatórios são produzidos pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG).

O principal objetivo do novo sistema é tornar a gestão da pandemia mais simples, sem engessar os comunicados (antes feitos por meio de bandeiras e atualizados semanalmente a partir de 11 indicadores pré-fixados no Distanciamento Controlado), sem fórmulas matemáticas e mais colaborativa, compartilhando a definição de protocolos para as atividades com prefeituras e associações regionais.

Mesmo assim, o Sistema 3As não abandona o monitoramento diário de dados e leva em consideração evidências científicas para a elaboração de protocolos gerais, obrigatórios e variáveis, considerando as recomendações da comunidade científica para estabelecer as regras de prevenção e os protocolos básicos de acordo com o nível de risco de cada atividade econômica.

(Marcello Campos)