Com recorde histórico, a colheira da soja está praticamente encerrada no Rio Grande do Sul

Dados do sucursal gaúcha da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) apontam que a colheita da soja está praticamente finalizada no Rio Grande do Sul. Falta apenas uma pequena área em maturação a ser colhida e que abrange 1% do total. A safra deve chegar a 20,2 milhões de toneladas em 6,08 milhões de hectares, um recorde histórico.

A soja está presente em 95.482 estabelecimentos de 424 dos 497 municípios gaúchos, de acordo com dados do  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Devido à expansão na soja, a safra gaúcha de grãos de verão deve totalizar 24,6 milhões de toneladas no atual ciclo, o que representa uma alta de 59,2% frente à temporada anterior.

Na semana passada, devido às medidas de prevenção ao contágio por coronavírus, pelo segundo ano consecutivo foi cancelada a tradicional Abertura da Colheita de Soja, realizada em Tupanciretã. Mas o governador Eduardo Leite divulgou um vídeo, celebrando a produção inédita.

Ele estava acompanhado dos prefeitos de Tupanciretã (Gustavo Terra) e Júlio de Castilhos (Bernardo Quatrin Dalla Corte), dois dos maiores municípios produtores de soja no Rio Grande do Sul, além do líder do governo na Assembleia Legislativa, Frederico Antunes (PP), e do presidente da Federação da Agricultura no Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira.

Leite mencionou a severa estiagem que castigou as lavouras gaúchas no ano passado. Também reconheceu o esforço e a dedicação dos produtores rurais.

“Mesmo depois de um ano de estiagem e dificuldades, novamente estiveram lá, plantando, acreditando, com esperança no futuro, e que bom que, desta vez, temos uma safra que vai nos entregar muitos bons resultados”, frisou o chefe do Executivo, acrescentando que:

“É dinheiro que vai circular na economia gaúcha num momento que a gente precisa desses recursar para a retomada que esperamos no pós-pandemia. O governo do Estado vai continuar trabalhando para dar o retorno para quem apreende com redução da burocracia, de impostos e dos custos logísticos”.

O governador ainda destacou que as profundas reformas e projetos já aprovados na Assembleia reduziram os custos da máquina pública e que, por isso, o Estado está retomando sua capacidade de investimento. Nesse sentido, Leite antecipou que, nos próximos dias, vai anunciar um plano de obras que contemplará demandas da cadeia produtiva e que vão beneficiar a região de Tupanciretã.

“Quero aproveitar a oportunidade para homenagear os produtores rurais de Tupanciretã pela qualificação e competência e que enterram o seu patrimônio no plantio de cada safra, esperando colher e honrar seus compromissos”, afirmou o prefeito Gustavo Terra. “Tenho certeza de que a partir deste ano teremos grandes novidades, investimentos e, finalmente, um reconhecimento da importância produtiva da nossa região.”

Manifestações

Gedeão Pereira, presidente da Farsul (entidade que completou 94 anos na segunda-feira), reconheceu o esforço do atual governo em sanar o desequilíbrio fiscal do Estado para retomar investimentos necessários:

“O agronegócio brasileiro é um fenômeno, tanto é hoje que levamos comida a mais de 1 bilhão de pessoas por esse mundo afora, de Júlio de Castilhos, de Tupanciretã, assim como a minha Bagé, a Uruguaiana do deputado Frederico Antunes e a Pelotas do governador, estão inseridas fortemente neste contexto. E o governador já percebeu que se nós continuarmos, e nós vamos, torcendo pela nossa agricultura gaúcha, precisamos sanar gargalos de infraestrutura”.

“Essas duas cidades, portanto, estão comemorando essa safra espetacular, que nos dá esperança e coragem para enfrentarmos os desafios, que não são poucos”, emendou Antunes. “Fora questões climáticas e pandemia, o produtor está lá, de pé fincado, fazendo seu trabalho, trazendo novas tecnologias, aumentando produtividade, gerando empregos no campo e na cidade.”

(Marcello Campos)