Cidades gaúchas na fronteira com Argentina e Uruguai têm monitoramento reforçado contra novas variantes do coronavírus

Por meio de nota divulgada nesta quarta-feira (26), a Secretaria Estadual da Saúde (SES) reiterou as medidas de monitoramento da covid em cidades localizadas na fronteira do Rio Grande do Sul com Argentina e Uruguai. A prioridade é reforçar a prevenção do ingresso das novas variantes do coronavírus – em especial a indiana, já constatada em território argentino.

De acordo com o governo gaúcho, o reforço nas ações se justifica pelo fato de tratar-se do Estado brasileiro com o maior número de municípios na faixa-limite com outros países. São 13 arranjos fronteiriços, ou seja, agrupamentos de dois ou mais municípios com forte circulação e integração populacional, por motivos como trabalho, estudo ou comércio.

Em algumas cidades gaúchas da região essa característica se acentua por causa da continuidade entre áreas urbanas, sem pontes ou outras formas de divisa similares. É o caso de Santana do Livramento, que tem como “coirmã” a uruguaia Rivera e um fluxo intenso de um lado para outro, separadas apenas por uma rua.

“As variantes são novas, mas os cuidados são os mesmos”, destaca a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Cynthia Molina Bastos. “A frequência de diferentes cepas é proporcional à multiplicação do vírus, ou seja, quanto maior o número de casos em circulação, maior o risco de identificação de novas variantes”.

Principais recomendações

A Secretaria Estadual da Saúde orienta orienta as autoridades locais a proporem nova coleta de amostra de quem recentemente teve resultado positivo de coronavírus por meio de teste rápido. O objetivo é enviar o material ao Laboratório Central do Estado (Lacen), a fim de identificar o tipo de variante em circulação.

Outras ações descritas na nota visam monitorar, estimular e garantir o isolamento familiar efetivo de pessoas confirmadas, identificar pessoas com sintoma respiratório para realização de testagem oportuna e realizar a busca ativa de pacientes faltosos à realização da segunda dose de vacina contra o coronavírus. Além disso, a SES reforça:

– Uso correto de máscara, bem ajustada ao rosto, cobrindo o nariz e a boca;

– Lavagem frequente das mãos;

– Manutenção do distanciamento físico, preferencialmente superior a 2 metros entre pessoas que moram em domicílios diferentes;

– Garantia da ventilação natural e cruzada nos diferentes ambientes, em especial quando for imprescindível a permanência entre pessoas que moram em domicílios diferentes;

– Isolamento e testagem oportuna sempre que apresentar sintomas respiratórios.

(Marcello Campos)