Biblioteca Pública do Rio Grande do Sul festeja 150 anos de história

A BPE (Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul) completa 150 anos na quarta-feira (14). Nessa data, ocorrerá um encontro virtual para homenagear a instituição com a presença e fala de personalidades da área literária e cultural do Estado: Alcy Cheuiche, Jane Tutikian, Luiz Coronel e Miguel Frederico do Espírito Santo, além dos membros da Academia Brasileira de Letras Antonio Secchin e Geraldo Carneiro.

Na abertura, haverá um recital apresentado pela Bach Society Brasil, com o maestro Fernando Cordella ao cravo. O link do evento será disponibilizado no dia, a partir do meio-dia, pela plataforma Zoom (é necessário fazer o download do programa antecipadamente).

O evento terá a coordenação de Gilberto Schwartsmann e Alcides Mandelli Stumpf, membros da AABPE-RS (Associação dos Amigos da Biblioteca Pública do Estado), a presença do governador Eduardo Leite, da secretária da Cultura, Beatriz Araujo, e da diretora da BPE, Morganah Marcon.

Além desse evento, ao longo do ano, a biblioteca estará realizando outras atividades comemorativas. No mês de abril, serão publicados nas redes sociais cards com a história de todos os diretores que estiveram à frente da biblioteca ao longo dos 150 anos. Também serão homenageados funcionários que muito contribuíram para a instituição.

No mesmo mês, acontecerá um Chapéu Acústico Especial que será transmitido nas redes sociais da biblioteca, uma visita guiada virtual e o lançamento de vídeos com depoimentos de pessoas que participaram dessa história.

A história da Biblioteca Pública do Estado começa na Província de São Pedro durante o reinado de dom Pedro 2º. Sua fundação remonta a 14 de abril de 1871, com a Lei Provincial 724, quando passou a funcionar no mesmo prédio do Atheneu Rio-Grandense.

De lá pra cá, além da importância histórica e da riqueza do seu patrimônio arquitetônico e mobiliário, a BPE construiu uma coleção de 250 mil volumes que representa o mais importante conjunto bibliográfico de salvaguarda da memória sul-rio-grandense, sendo a referência mais importante da historiografia e da cultura gaúchas dos séculos 19 e 20, além de imensurável representatividade junto à memória nacional pela exclusividade de títulos desde o século 16, dentre outros.