Após choque entre embarcações, o tráfego no canal do Porto de Rio Grande voltou a ser liberado

Quase 30 horas após o choque entre um navio e um barco pesqueiro no canal do porto de Rio Grande (Litoral Sul), na tarde desta terça-feira (13) o tráfego fluvial voltou a ser liberado na área. A circulação de embarcações estava suspensa por motivos de segurança, impedindo a aproximação de oito veículos e a saída de outros oito.

Conforme a Superintendência dos Portos do Rio Grande do Sul (Portos RS), a situação deve ser completamente normalizada até esta quinta-feira. Na origem de todo o transtorno está o acidente ocorrido no final da manhã de segunda-feira, envolvendo a colisão entre o navio maltês “WL Kirillov” e pesqueiro “Vencedor III”, que acabou naufragando.

A boa notícia é que nenhum dos três tripulantes se feriram: eles se lançaram à água antes da embarcação submergir. Agora, representantes da Superintendência e de outros órgãos, além da Marinha, estudam a melhor forma de retirar o navio da água, o que deve ser realizado até o fim desta semana, se o bom tempo ajudar.

Impacto ambiental

Desde o momento em que ocorreu o choque entre o navio WL Kirillov e o barco pesqueiro “Vencedor III”, a Diretoria de Qualidade, Saúde Meio Ambiente e Segurança da Superintendência dos Portos vem acompanhando de perto os impactos possivelmente causados pelo acidente. O motivo é a constatação de um vazamento de combustível na água.

“O trato das questões portuárias vai muito além da avaliação da condição de trafegabilidade do canal de acesso e do controle das movimentações de carga junto ao cais público”, ressaltou o órgão estadual. “Junto ao monitoramento, os integrantes do setor colocaram em prática medidas que visam evitar os danos, como a contenção do vazamento de combustível resultante da colisão.”

Foram colocadas ao redor do perímetro em que a embarcação se encontra parcialmente naufragada, barreiras de contenção e o vazamento de diesel marítimo foi totalmente controlado, com a realização da chamada dispersão mecânica e coleta com manta absorvente de pequeno volume.

“Essa é uma atividade extremamente importante e necessária em um incidente como esse”, explicou o diretor de Qualidade, Saúde, Meio Ambiente e Segurança, Henrique Ilha.

Segundo ele, a base de emergência foi acionada de imediato e comunicado o Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), que faz todo o trabalho de acompanhamento em casos de haver um vazamento, principalmente de óleo mais grosso: “A equipe está 24 horas mantendo a atenção máxima”.

(Marcello Campos)