A economia do Rio Grande do Sul cresceu 4% nos três primeiros meses do ano

De janeiro a março, o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul manteve a trajetória de alta e registrou crescimento de 4%, na comparação com o trimestre anterior. Os dados da economia constam em relatório divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG).

Os desempenhos da Agropecuária (35,7%) e da Indústria (3,8%) no período puxaram o resultado positivo do PIB, enquanto o setor de Serviços teve variação positiva de 0,4%. Na mesma base de comparação entre janeiro e março, o Produto Interno Bruto do Brasil apesentou alta de 1,2% .

Na Indústria, o segmento com a maior taxa de crescimento foi o de eletricidade e gás, água e limpeza urbana (11,1%), seguido da indústria de transformação (4,7%) e da indústria extrativa mineral (1,4%).

Nos Serviços, cinco das sete atividades registraram alta, com destaque para o segmento de intermediação financeira e seguros (3%), serviços de informação (1,7%) e outros serviços (0,6%).

Quando a base de comparação é o mesmo período de 2020, a alta na economia do Estado no primeiro trimestre chega a 5,5%, desempenho superior ao registrado no País (1%).

Já na comparação com o mesmo trimestre de 2020, a recuperação da Agropecuária, que sofreu com os impactos da forte estiagem no começo do ano passado, está entre os destaques.

O setor apresentou variação positiva de 42,2%, fruto do aumento da produção nas culturas de soja (74%), uva (29,2%), fumo (20,6%) e milho (5,2%). Entre as principais culturas agrícolas do Estado, o arroz apresentou resultado semelhante ao do ano anterior (-0,8%).

No acumulado em quatro trimestres, o PIB do Rio Grande do Sul registrou variação de -4,9%, abaixo do desempenho do País (-3,8%). No quarto trimestre de 2020, o resultado acumulado no Estado era de -7%.

Com a palavra, o governador

De acordo com o governador Eduardo Leite, os números são promissores e mostram uma clara perspectiva de melhora, mas ainda há muito a ser superado.

“Os indicadores do PIB, somados às ações que estamos promovendo desde o início da nossa gestão, como a reforma administrativa, a tributária, as privatizações e as concessões, entre outras tantas, demonstram que fizemos as escolhas certas”, ressaltou, acrescentando que:

“Estamos no caminho para a retomada do desenvolvimento que o Estado e a população tanto esperam de nós. A confiança também tem enorme relevância para a superação das perdas econômicas provocadas pela pandemia”.

(Marcello Campos)