82% das escolas particulares no RS retornam às aulas presenciais até esta quinta-feira, diz Sinepe

Levantamento realizado pelo Sinepe/RS (Sindicato do Ensino Privado) nesta quarta-feira (28) com 105 instituições de ensino privado gaúchas aponta que 25% das escolas retornaram às aulas presenciais nesta quarta-feira. A maioria, 57%, irá recomeçar nesta quinta-feira (29). Outros 14% responderam que voltarão às atividades presenciais até o dia 10/05.

Na maioria das escolas (86%) o retorno será gradual, começando pela Educação Infantil e Anos iniciais. Outro dado levantado na pesquisa é com relação ao formato de atendimento aos alunos, considerando a limitação de estudantes por sala de aula: conforme as regras do Governo do Estado é preciso ter um distanciamento mínimo de 1,5 metro entre cada classe.

De acordo com o estudo, 60% das instituições ouvidas afirmam ter condições de receber todos alunos em algumas turmas e 40% não tem como receber todos os alunos em todas as turmas. Nesses casos, as instituições terão que adotar o sistema de revezamento em que uma parte da turma vai à escola em um dia e a outra no outro. Os alunos que ficam em casa seguirão com o ensino remoto.

“São poucos os casos em que a escola conseguirá receber todos os alunos num mesmo dia em função dessa limitação. E essa não é uma realidade somente do Rio Grande do Sul. Em todos os Estados que as aulas já retornaram existe regra de distanciamento entre alunos ou percentual de limite de estudantes em sala de aula”, ressalta o presidente do Sindicato, Bruno Eizerik.

Cpers e Associação Mães e Pais pela Democracia

O Cpers-Sindicato, que reúne os trabalhadores em Educação do Estado, criticou na terça-feira (27) o governo do Rio Grande do Sul, que extinguiu a salvaguarda que mantinha de pé a sinalização da bandeira preta do Sistema de Distanciamento Controlado. Com a mudança, e novo decreto publicado nesta madrugada, o Estado fica em bandeira vermelha e as aulas presenciais em todos os níveis de ensino podem ser retomadas.

Conforme a entidade, foi uma “manobra para burlar a Justiça que coloca em xeque” todo o sistema de distanciamento criado pelo próprio governador.

O Cpers-Sindicato e a Associação Mães e Pais pela Democracia ajuizaram, em fevereiro, uma ação civil pública contra o governo do Estado para reverter a liberação das aulas presenciais sob bandeira preta.