Primeiro caso da varíola dos macacos é confirmado em Caxias do Sul; no RS é o quinto registro

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) do Rio Grande do Sul confirmou, na tarde desta quinta-feira (28), o primeiro caso de varíola dos macacos em Caxias do Sul. Segundo a SES, trata-se de uma mulher com idade não divulgada. Ela não possui histórico de viagem internacional e, no momento, é investigado um possível contato com pessoas que tenham viajado e apresentado sintomas.

O teste para a confirmação da doença foi realizado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) por exames de identificação genética do vírus. A paciente já passou por atendimento médico e seguirá sendo monitorada, assim como seus contatantes, pela SES e pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Caxias.

A SMS informou em nota que a paciente procurou a rede de saúde, recebeu atendimento médico e foi orientada a permanecer em isolamento domiciliar ainda antes do resultado do exame. Com a confirmação para a doença, a SMS realiza o acompanhamento em busca de novos possíveis casos suspeitos no município.

Esse é o quinto caso da doença no Rio Grande do Sul e chega à Serra quase dois meses após a confirmação do primeiro paciente diagnosticado no Estado. Segundo a SES, o primeiro caso foi registrado em um homem de 51 anos, morador de Porto Alegre, no dia 12 de junho. O segundo caso também foi em um homem de 34 anos em 17 de junho.

Os outros dois diagnósticos foram feitos em julho: no dia 9, em um mulher de 52 anos, moradora de Uruguaiana e, até então o mais recente, em 14 de julho, em um homem que reside na Região Metropolitana de Porto Alegre.

O crescimento do número de diagnósticos fez a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a doença emergência de saúde global no último sábado (23).

Veja, abaixo, orientação da Secretaria Estadual da Saúde (SES) sobre o que é considerado um caso suspeito de varíola dos macacos:

Pessoa que, a partir de 15 de março deste ano, apresente início súbito de erupção cutânea aguda sugestiva de monkeypox, única ou múltipla, em qualquer parte do corpo, associada ou não a adenomegalia ou relato de febre. E um dos seguintes vínculos:
Histórico de viagem a país endêmico ou com casos confirmados de monkeypox nos 21 dias anteriores ao início dos sintomas;
Histórico de contato íntimo com desconhecido e/ou parceiro casual, nos últimos 21 dias que antecederam o início dos sinais e sintomas;
Ter vínculo epidemiológico com casos confirmados de monkeypox, desde 15/3/2022, nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas;
Ou ainda:
Ter vínculo epidemiológico com pessoas com histórico de viagem a país endêmico ou país com casos confirmados de monkeypox, desde 15/3/2022, nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas.
Tire suas dúvidas sobre a doença:
Com base nos esclarecimentos de especialistas e autoridades de saúde, GZH elaborou um guia com respostas aos questionamentos mais comuns sobre a doença.

Quais os sintomas da varíola dos macacos?
Os sintomas são semelhantes, em menor escala, aos observados em pacientes antigos de varíola: febre, dor de cabeça, dores musculares e dorsais durante os primeiros cinco dias. Depois, aparecem erupções – no rosto, palmas das mãos e solas dos pés -, lesões, pústulas e finalmente crostas.

Como é transmitida?
A infecção nos casos iniciais se deve ao contato direto com sangue, fluidos corporais, lesões na pele ou membranas mucosas de animais infectados. A transmissão secundária, de pessoa para pessoa, pode ser resultado do contato próximo com secreções infectadas das vias respiratórias, lesões na pele de uma pessoa infectada ou objetos recentemente contaminados com fluidos biológicos ou materiais das lesões de um paciente.

Como se proteger e evitar o contágio?
Segundo a Anvisa, o uso de máscaras, o distanciamento e a higienização das mãos são formas de evitar o contágio pela varíola dos macacos. A agência reforçou a adoção dessas medidas, frisando que elas também servem para proteger contra a covid-19.
“Tais medidas não farmacológicas, como o distanciamento físico sempre que possível, o uso de máscaras de proteção e a higienização frequente das mãos, têm o condão de proteger o indivíduo e a coletividade não apenas contra a covid-19, mas também contra outras doenças”, disse a agência.

Há vacinas contra a doença?
Não. No entanto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o imunizante Jynneos se mostrou 85% eficaz na prevenção da varíola dos macacos. Ele não está disponível no Brasil. Não é possível, portanto, fazer a imunização aqui. Há estudos científicos em andamento no mundo para avaliar a viabilidade e adequação da vacinação para a prevenção e controle da varíola dos macacos, segundo a OMS.

Quais são as vacinas disponíveis hoje contra a varíola comum?
Por conta da erradicação da varíola em todo o mundo na década de 1980, as vacinas contra a doença pararam de ser produzidas em grande escala. No entanto, alguns países, como os Estados Unidos, mantêm quantidades pequenas dos imunizantes. As vacinas disponíveis hoje são as seguintes: a ACAM2000, da Sanofi Pasteur, e a Jynneos, também conhecida como imvamune ou imvanex, produzida pela Bavarian Nordic, considerada a mais segura e moderna pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA.

Artigo anteriorLula tem 47% das intenções de voto; Bolsonaro, 29%, diz Datafolha

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui