Precificação dos produtos de farmácia: saiba como planejar

Manoel Conde Neto
Manoel Conde Neto

No momento de realizar a precificação em sua farmácia, você já se perguntou qual a faixa de valor ideal e qual a categoria de determinado produto? Manoel Conde Neto, proprietário da Farma Conde, considera essas questões como base para realizar uma precificação eficiente em seu empreendimento farmacêutico, de modo que haja lucratividade e boa imagem de valor junto aos clientes.

 

Assim, alguns critérios devem ser levados em consideração, além do lucro final, antes de se precificar um determinado produto. O gestor farmacêutico deve, à princípio, compreender que existem diferentes margens de lucro para cada produto. Essas, por sua vez, podem variar entre 30% e mais ou, até mesmo, acarretar índices negativos. Na concepção do empresário Manoel Conde Neto, os produtos em que não se obtém lucro são estratégicos, afinal, a lucratividade de uma farmácia não depende do valor ganho em cada um dos itens, mas sim, da soma final desses valores arrecadados.

 

O segundo aspecto que deve ser levado em consideração está voltado aos preços de mercado que são praticados na região em que sua farmácia está localizada. Conhecer a concorrência e seus preços para produtos que não são medicamentos é fundamental para estabelecer valores que chamem a atenção dos clientes.

 

E estes, por sua vez, também são fundamentais para o momento de precificação do produto. O empresário Manoel Conde Neto acredita que reconhecer os hábitos de compra dos consumidores e como estes enxergam os valores dos produtos é essencial ao momento de precificação. A precificação não está simplesmente voltada ao caro e barato, pelo contrário, ela trabalha com o modo como o consumidor enxerga o valor do produto, isto é:

 

  • se o item é visto como de grande necessidade ou supérfluo;
  • se o produto é de uso contínuo ou esporádico;
  • qual o relacionamento desse consumidor com a marca do produto.

 

Por fim, além dos critérios anteriores, é preciso separar os itens não-medicamentosos em três categorias para, assim, precificá-los corretamente e construir uma imagem de valor com os clientes. São estes: Produtos de Imagem, Produtos de Ganho e Produtos Consagrados.

 

  • Os Produtos de Imagem são aqueles que são dispostos de modo evidente e costumam sair com frequência. Eles prendem rapidamente a atenção do consumidor e, quando estão com preço baixo, criam a percepção de que os demais preços praticados na loja também seguem a mesma faixa. O empresário Manoel Conde Neto interpreta os itens como fraldas, desodorantes, tinturas de cabelo, entre outros, como os princípios dessa categoria.
  • Os Produtos de Ganho são itens responsáveis pelo maior lucro da loja, porém, não são usualmente consumidos pelos clientes e, por isso, não são passíveis de cotações mais baixas. Entre eles, podemos citar vitaminas, suplementos, varejinho, cremes dentais, pilhas, etc.

Por fim, os Produtos Consagrados são aqueles de lucro mediano e possuem altas possibilidades de fidelização do cliente, pois já os utilizam há muito tempo. Na ótica do empresário Manoel Conde Neto, a precificação desses produtos deve ser realizada com cautela, uma vez que o cliente conhece as variações de mercado. Dentre eles, podemos citar marcas consagradas como Hipoglós, Seda, Neutrox, entre outros.

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