CPI da Covid aprova quebra sigilo fiscal de Ricardo Barros e de Frederick Wassef

Comissão deu aval a mais de 180 requerimentos nesta quinta-feira (19). Senadores visam avançar investigações sobre aquisição de vacinas, hospitais federais do Rio e propagação de fake news. A CPI da Covid aprovou nesta quinta-feira (19) a quebra de sigilo fiscal do o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, e de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro.
A ação se deu um dia após Ricardo Barros ter sido incluído na lista de investigados da CPI da Covid pelo relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Sobre Wassef, senadores querem apurar se o advogado teve algum envolvimento no processo de aquisição de vacinas contra a Covid-19.
Senadores também pediram à Receita Federal a relação de empresas das quais Barros e Wassef participaram nos últimos cinco anos, incluindo eventuais sociedades anônimas. Os parlamentares desejam saber o faturamento, a relação de notas fiscais emitidas, os maiores clientes e fornecedores e detalhamento do lucro dessas empresas, além de informações relacionadas a “indícios de crimes, fraudes, irregularidades ou comportamentos e movimentações atípicas”.
Os senadores também aprovaram a quebra de sigilo bancário e fiscal do blogueiro, apoiador do presidente Jair Bolsonaro, Allan dos Santos, alvo de dois inquéritos em andamento no STF e de uma denúncia oferecida pelo MPF nesta quarta-feira (18).
Ao todo, os senadores aprovaram nesta quinta-feira (19) 187 requerimentos. Os pedidos visam possibilitar que os parlamentares avancem nas investigações sobre a aquisição de vacinas por meio de empresas intermediárias, o uso de hospitais federais do Rio de Janeiro para desvio de verbas e o financiamento e a propagação de notícias falsas sobre a pandemia do coronavírus.
Em um dos requerimentos aprovados, Calheiros aponta que entre diversas pessoas citadas, incluindo Barros e Wassef, há registros de “passagens de recursos e/ou relacionamentos comerciais com origem ou destino na empresa Precisa Medicamentos, seus sócios, familiares destes e outros investigados por esta CPI”.
Também foram aprovados os requerimentos de convocação de Roberto Pereira Ramos Junior, presidente do FIB Bank, do advogado Marconny Nunes Riberto Albernaz, e de José Ricardo Santana, empresário que participou de jantar no qual teria havido cobrança de propina por parte do então diretor do Ministério da Saúde Roberto Dias – o ex-diretor nega as acusações.
Outros requerimentos
À Receita Federal, a CPI solicitou dados fiscais sobre:
Ricardo Barros, deputado federal
Frederick Wassef, advogado
Marcelo Bento Pires, coronel da reserva e ex-assessor do Ministério da Saúde
Thais Moura Amaral, assessora especial da Secretaria de Governo
Danilo Cesar Fiore
Francisco Emerson Maximiano, dono da Precisa Medicamentos
José Carlos da Silva Paludeto
Global Gestão em Saúde
R.C.6 Mineração
XIS Internet Fibra
Instituto de Florestas do Paraná
Construtora Magalhães Barros
Centro de Educação Profissional Técnico Maringá
AKB Magalhães Barros Locações
Os senadores aprovaram a quebra de sigilo fiscal, bancário, telefônico e telemático de:
José Ricardo Santana, ex-secretário executivo da Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (CMED)
Empresa Brasil Paralelo
Márcio Luis Almeida dos Anjos
Global Gestão em Saúde
ML8 Serviço de Apoio Administrativo
Maia e Anjos advocacia
Emanuel Catori
Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários)
FIB Bank
XIS Internet Fibra
Filiais da Precisa Medicamentos
Primarcial Holding
Também foi aprovada a quebra de sigilo bancário e fiscal de:
Allan dos Santos, blogueiro
Precisa Medicamentos
Os senadores também solicitaram ao Coaf relatórios de inteligência sobre:
Danilo Berndt Trento
Empresa Cetest
Organização Social Instituto Solidário
Cruz Vermelha Brasileira – Filial do Rio Grande do Sul
Diretores e ex-diretores de hospitais federais do Rio de Janeiro
A comissão aprovou a convocação de:
Roberto Pereira Ramos Junior, presidente do FIB Bank
Marconny Nunes Ribeiro Albernaz de Faria, advogado
Jaime José Tomaselli, executivo da World Brands
Emanuel Catori, sócio da Belcher Farmacêutica
José Ricardo Santana, ex-secretário executivo da Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (CMED)
Luiz Henrique Lourenço Formiga, diretor do FIB Bank
Também foi aprovado convite para a deputada Joenia Wapichana (Rede-RR), coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Indígenas prestar depoimento.
Foi aprovada, ainda, a transferência do sigilo telemático dos perfis em redes sociais:
Verdade dos Fatos
Movimento Conservador
Farsas do Covid-19
Patriotas
Brasil de Olho
Alemanha Comentada
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