CNJ aprova criação de cadastro para dar maior visibilidade à atuação de mulheres juristas

Sistema online deverá conter dados de mulheres juristas com experiência nas diferentes áreas do direito. Segundo AMB, não há mulher entre 15 autores mais citados em textos de juízes e juízas. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira (31) a criação de um cadastro online que buscará dar maior visibilidade à atuação de mulheres juristas.
A proposta foi apresentada pela conselheira Ivana Farina e aprovada com somente um voto contrário.
Segundo dados da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) sobre referências bibliográficas, não há mulher entre os 15 autores mais citados em textos de juízes e juízas.
O sistema
Pelo texto aprovado, deverá ser criado um sistema online para cadastro de dados de mulheres juristas com expertise nas diferentes áreas do direito a fim de que as profissionais participem de eventos e ações institucionais.
Segundo a conselheira, há desproporção entre homens e mulheres nos vários níveis no Poder Judiciário.
“A proposta foi feita com a intenção de ampliar a visibilidade de mulheres juristas, e não só, mas também de permitir a maior participação feminina a partir do estabelecimento de um banco de dados de mulheres juristas”, afirmou.
A sugestão foi apresentada pelo Observatório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário e levada ao grupo de trabalho formado no CNJ para promover o diálogo com os tribunais sobre o cumprimento da política de incentivo à participação feminina na Justiça.