BC dos EUA mantém taxas de juros e cita progresso na direção de objetivos para reduzir estímulo


Em decisão unânime, Fed deixou as taxas de juros inalteradas no patamar entre 0% e 0,25% ao ano. Sede do Federal Reserve em Washington, nos Estados Unidos
Chris Wattie/Reuters
O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) manteve nesta quarta-feira (28) as taxas de juros inalteradas na faixa entre 0% e 0,25% ao ano e indicou discussões em andamento sobre a eventual retirada do suporte para a economia.
A decisão do Fed foi unânime.
No comunicado depois da decisão de política monetária, o banco central norte-americano afirmou que os indicadores de atividade econômica e emprego continuam a se fortalecer, mas ponderou que a trajetória da economia vai continuar a depender da evolução do coronavírus.
“O progresso na vacinação provavelmente continuará a reduzir os efeitos da crise de saúde pública na economia, mas os riscos para as perspectivas econômicas permanecem”, indicou o Fed.
O BC dos EUA também ressaltou que está empenhado em utilizar todas as ferramentas para apoiar a economia norte-americana e destacou que a inflação aumentou por fatores transitórios.
“Os setores mais afetados pela pandemia mostraram melhoria, mas não se recuperaram totalmente”, disse o Fed. “A inflação aumentou, refletindo em grande parte fatores transitórios”
Compra de ativos
Sobre a compra de ativos, o Fed disse que vai avaliar o progresso da economia dos EUA nas próximas reuniões.
“A economia fez avanços” na direção de ganhos no mercado de trabalho que o Fed diz querer ver antes de reduzir suas compras mensais de títulos de 120 bilhões de dólares, completou o comunicado.
“Essas compras de ativos ajudam a promover o funcionamento regular do mercado e condições financeiras acomodatícias, apoiando assim o fluxo de crédito para famílias e empresas.”
Vídeos: Últimas notícias de economia

Artigo anteriorGoverno Bolsonaro apaga foto de homem armado usada para parabenizar o Dia do Agricultor após críticas
Próximo artigoEquador revoga cidadania do fundador do WikiLeaks, Julian Assange