Municípios do RS temem 'apagão' por falta de vacina contra a Covid, diz Conselho das Secretarias de Saúde


Fiocruz e Butantan anunciaram a paralisação na fabricação das vacinas Oxford/AstraZeneca e CoronaVac. Secretaria da Saúde estima que 220 mil pessoas aguardam segunda dose do imunizante produzido pelo instituto paulista. Municípios do RS temem ‘apagão’ na campanha de vacinação da Covid-19 por falta de doses
O anúncio de paralisação na fabricação de vacinas contra o coronavírus preocupa cidades do Rio Grande do Sul, segundo o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems). A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do RJ, que produz o imunizante de Oxford/AstraZeneca, e o Instituto Butantan, de SP, que produz a CoronaVac, interromperam a produção de doses em razão da falta de matéria-prima, um insumo importado da China.
Segundo o presidente do Cosems, Maicon Lemos, as prefeituras temem que ocorra um “apagão” motivado pela falta de imunizantes.
“Novos lotes, não tem previsão de entrega nos próximos dias para o país. É uma situação realmente muito preocupante, um possível apagão na produção dessas vacinas tão necessárias para o enfrentamento da pandemia”, disse.
A maior preocupação, conforme Lemos, é com quem precisa tomar a segunda dose da CoronaVac.
A Secretaria Estadual da Saúde (SES) estimava, na sexta-feira (14), que pouco mais de 220 mil pessoas aguardavam o reforço vacinal do imunizante. Naquele dia, o RS recebeu 62,4 mil doses de CoronaVac.
Até a manhã deste domingo (16), o estado contabilizava 2.707.185 vacinados com a primeira dose, o equivalente a 23,9% da população. Desse grupo, 1.126.721 (9,9%) já receberam a segunda dose.
Aplicação de vacina contra a Covid em Porto Alegre
Alex Rocha/PMPA/Divulgação
Mutirões
O fim de semana é de mobilização para vacinar a população no estado. Porto Alegre imuniza, neste domingo, pessoas com comorbidades com 33 anos ou mais. No sábado (15), houve fila em pontos de vacinação na Capital.
Em São Leopoldo, na Região Metropolitana, centenas de veículos formaram uma longa fila logo cedo. O município começou a vacinar professores da Educação Infantil e quem tem comorbidades a partir dos 18 anos.
Também houve fila também no Parque Municipal do Imigrante, em Sapiranga. Teve quem esperou 24 horas pra ser imunizado. O cenário que se repetiu postos de saúde de Canoas e em Viamão.
Fila para vacinação em Porto Alegre, no sábado (15)
Reprodução/RBS TV
Em Santa Maria, na Região Central do estado, 1,8 mil pessoas receberam a primeira dose da vacina de Oxford/AstraZeneca.
Em Passo Fundo, no Norte, o mutirão foi para quem estava com a segunda dose da CoronaVac atrasada. O lote de mil vacinas acabou em duas horas. Em Cruz Alta, no Noroeste, 630 pessoas receberam o reforço do imunizante.
Já em Bagé, na Campanha, 559 doses da CoronaVac acabaram às 15h de sábado. Professores também foram imunizados com doses da vacina de Oxford/AstraZeneca.
Na Região Sul, em Pelotas, a vacinação foi para moradores entre 30 e 59 anos, com doenças pré-existentes.
Drive-thru para aplicação de vacinas em Pelotas, no sábado (15)
Reprodução/RBS TV
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