Opinião do leitor

(Foto: Reprodução/Niaid)

Folheando O Sul, deparei-me com uma reportagem sobre os 200 mil óbitos por Covid-19. Esse jornal poderia estudar mais o assunto e, quem sabe, deixar de repetir esses termos (pária, tragédia, horror, caos) como um mantra.

Quem sabe publicar um comparativo entre a Bélgica e o Rio Grande do Sul, percebendo quem teve maior sucesso. Quem sabe deixar de repetir ser uma tragédia o grande número de casos confirmados, quando sabemos que quanto mais casos de recuperados, mais imunizada está a população. Quem sabe analisar os municípios bem-sucedidos como Santa Cecília do Sul (nenhum óbito) e Nova Araçá, que estão chegando à situação de imunização coletiva (estimo em pouco mais de 20% dos casos confirmados em relação à população).

Quem sabe analisar os dados oficiais dos registros (cartórios) comparando 2020 com 2019: se morreram no RS 9.300 pessoas de Covid-19, morreram menos 893 pessoas de insuficiência respiratória,  3.704 de pneumonia, 995 de septicemia e 978 de outra causas, nos levando a crer que morreram com Covid-19 em torno de 3 mil pessoas, supondo-se que as demais morreriam de outras enfermidades.

Quem sabe explicar para o público que os óbitos ocorrem nos muito idosos: 1/4 dos que têm mais de 80 anos; 1/8, entre 70 e 79 anos; 20% entre 60 e 69 anos; 1,5% entre 50 e 59 anos e, que em crianças, a Covid mata menos do que gripe.

Por fim, é muito inadequado consultar “especialistas” e “professores” que não apresentam dados e fatos, mas uma série de adjetivos que qualquer um pode falar na Praça da Alfândega.

Atenciosamente,

Clístenes Guella Fernandes

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