O mapa do distanciamento controlado para esta semana motivou cinco recursos de prefeituras e entidades regionais

Divulgado na sexta-feira (10), o mapa provisório da 36ª rodada do sistema de distanciamento controlado foi questionado por cinco recursos encaminhados por prefeituras e entidades regionais ao governo gaúcho até as 6h deste domingo. Se o Comitê de Crise rejeitar os pedidos, a partir de terça-feira o mapa gaúcho terá 19 áreas em vermelho (alto risco para coronavírus) e duas em laranja (risco médio) – Ijuí e Santa Rosa.

A resposta às solicitações será divulgada às 16h30min pelo Palácio Piratini, por meio do site oficial estado.rs.gov.br. Vale lembrar que a configuração ainda em vigor é a primeira do ano e mantém até a meia-noite desta segunda o Rio Grande do Sul com 13 “Regiões-Covid” sob bandeira vermelha, sete em laranja e uma na cor preta, indicando risco epidemiológico altíssimo em Bagé e municípios vizinhos.

Dentre os indicadores levados em conta no novo mapa preliminar, destacam-se aspectos como o número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) livres em relação aos ocupados por pacientes com Covid – se esse fosse o único critério, todas as 21 áreas do mapa estariam sob bandeira preta.

“O dado demonstra que a tendência já observada desde o mês de novembro, de elevada quantidade de pacientes internados, se manteve neste início de ano”, ressalta o site oficial do Executivo. “Não só a capacidade de atendimento do sistema de saúde preocupa o governo do Estado, o avanço no contágio do coronavírus também.”

Apesar de os registros de hospitalizações por pacientes de coronavírus ter aumentado de 794 para 1.567, registrando uma alta de 97%, o Comitê de Crise observa que uma hipótese para esse crescimento seria um atraso dos registros das duas semanas anteriores causado pelos feriados de Natal e Ano-Novo, o que culminou no salto de registros de hospitalizações em quase todas as regiões na semana vigente.

Esses movimentos se verificam em períodos de feriados prolongados, especialmente nas festas de final de ano, como também ocorreu nos demais Estados brasileiros.

Sinal de alerta

Conforme a secretária da Saúde, Arita Bergmann, o fato de a grande maioria das regiões ter ficado com a bandeira final vermelha já representa um sinal de alerta para a população redobrar os cuidados, mas, além disso, as festas de fim de ano ainda não tiveram impacto nos dados do mapa desta semana.

“Ainda não temos como aferir o impacto no crescimento da transmissão do vírus como resultado do período de final de ano, Natal e Ano-Novo”, afirma Arita. “Então, o fato de não ter bandeira preta não significa que possamos, neste momento, deixarmos de estar vigilantes em relação ao contágio.”

O Gabinete de Crise vem reforçando que os protocolos específicos para cada bandeira não eliminam a necessidade de cumprimento dos protocolos obrigatórios previstos no Distanciamento Controlado e que devem ser respeitados em todas as bandeiras.

Se não houver mudança no mapa, as 17 regiões em bandeira vermelha que aderiram ao sistema de cogestão regional podem adotar os protocolos próprios compatíveis até o nível de restrição da bandeira laranja.

Guaíba e Uruguaiana estão em vermelho e não aderiram à cogestão, portanto, devem seguir os protocolos determinados pelo Estado. As regiões de Ijuí e Santa Rosa, classificadas em laranja, que estão na cogestão, podem utilizar protocolos de bandeira amarela, se estiver previsto no plano de cogestão.

(Marcello Campos)