O Rio Grande do Sul tem estoque de seringas, estrutura e logística para a vacinação contra o coronavírus, garante o governador gaúcho

“Estamos em uma situação muito tranquila”, assegurou Eduardo Leite. (Foto: EBC)

Um dia após o governo federal publicar uma medida provisória (MP) que permite ao poder público a compra de insumos e vacinas contra o coronavírus sem a necessidade de licitação, o governador gaúcho Eduardo Leite divulgou nesta quinta-feira (7) um vídeo no qual garante que o Estado está preparado para iniciar a imunização dos gaúchos.

“É importante para tranquilizar a população gaúcha”, declarou o chefe do Executivo. “O Estado tem estoque de seringas, tem estrutura, tem logística preparada e tem planos de contingência também para uma eventual necessidade de maior mobilização do Estado em relação ao que vier do Ministério da Saúde para o plano de vacinação em relação ao coronavírus.”

“Podem ter certeza que nós estamos atentos e trabalhando fortemente para garantir a imunização e a superação deste quadro em relação ao coronavírus neste ano de 2021”, acrescentou.

Ele também destacou que está em contato direto com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para garantir que o Rio Grande do Sul receba as doses necessárias para imunizar toda a população gaúcha o mais breve possível. Leite afirmou que a publicação da medida provisória pelo governo federal “renova a confiança” na coordenação nacional de todo o processo de vacinação no Brasil.

Iniciativas

Segundo a diretora do Cevs (Centro Estadual de Vigilância em Saúde), Cynthia Goulart Molina-Bastos, o Rio Grande do Sul tem 4,5 milhões de seringas em estoque e já abriu processo de compra para mais 10 milhões de unidades. Além disso, tem 5 milhões de agulhas que podem ser usadas em outras seringas, caso necessário.

“Estamos em uma situação muito tranquila em relação à chegada de qualquer vacina a qualquer momento, porque a gente tem toda a rede da vacinação contra a influenza pronta e desocupada”, ressaltou Cynthia.

Ainda de acordo com a diretora, a preparação do Estado começou em setembro do ano passado e toda a logística está sendo planejada, inclusive, para quando as duas campanhas – do coronavírus e da gripe – se sobreporem durante o inverno.

Por esse motivo, inclusive a compra de caminhões para transporte dos insumos está sendo preparada, além de uma lista de empresas que já se candidataram a ajudar o governo em caso de necessidade. “Está tudo engatilhado para que, qualquer probleminha que houver, já haverá uma saída. É plano A, B e C”, acrescentou.

(Marcello Campos)

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