Palácio Piratini recebe iluminação lilás

O Janeiro Lilás busca combater os estigmas e a violência sofrida pela população transexual e travesti.

Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

O Janeiro Lilás busca combater os estigmas e a violência sofrida pela população transexual e travesti. (Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini)

O Palácio Piratini, sede do poder executivo gaúcho, em Porto Alegre, está iluminado pela cor lilás. A iluminação especial, instalada na terça-feira (5), é uma das ações da Sedac (Secretaria da Cultura) para celebrar o Janeiro Lilás, Mês da Visibilidade Trans. A cor é uma união das luzes azul e rosa, presentes na bandeira do orgulho transgênero.

O Janeiro Lilás será marcado por uma série de atividades com o objetivo de sensibilizar a sociedade por mais conhecimento e reconhecimento das identidades de gênero, além de combater os estigmas e a violência sofrida pela população transexual e travesti.

A secretária adjunta da Cultura, Gabriella Meindrad, que é uma mulher trans, reforça a importância do reconhecimento da data. “O estigma em não reconhecer a identidade trans, a baixa escolaridade, o desemprego, o preconceito, a discriminação e a violência com altos índices de assassinatos, tornam o Brasil o país que mais mata transexuais no mundo. A expectativa de vida de uma pessoa transexual fica em cerca de 35 anos, enquanto a expectativa de vida da população brasileira, em média, é de 74 anos. Essa realidade justifica a importância do debate e da sensibilização”, afirmou.

De acordo com Gabriella, a campanha do Janeiro Lilás é um caminho para promover uma cultura de paz e respeito na sociedade. “O que se pretende é possibilitar espaços de diálogo, reflexão e sensibilização sobre o ser humano e os rótulos carregados de estigmas e preconceitos em nossa sociedade, atribuindo cidadania à população prejudicada”, destacou.

Para a assessora de Diversidade da Sedac, Clarissa Lima, marcar a cor lilás na fachada do Piratini vai além do estímulo visual. “Representa muito mais do que uma transformação visual no prédio, é uma representação da luta de toda uma população, que ao longo da história sempre foi privada de direitos, sofrendo todo o tipo de violência. Que esse lilás entre na mente e no coração de cada um, para que 2021 seja um ano de mais amor e respeito”, disse.

A atual coordenadora de Diversidade Sexual da SJCDH (Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos), Gabriela Lorenzet, explicou que o Janeiro Lilás é uma forma de trazer profundidade ao tema. “A data não é somente alusiva. É um marco, um momento de reflexão e de olhar para essa população, que ainda é tão marginalizada no nosso país. É um mês onde o Executivo, Legislativo, movimentos sociais e entidades de classe são instigados a pensar quais ações ainda são necessárias para tornar a vida dessas pessoas digna, com direitos iguais aos demais”, afirmou.

A ação é uma parceria da Sedac, por meio da Assessoria de Diversidade, com a SJCDH, por meio da Coordenadoria de Diversidade Sexual. O Caff (Centro Administrativo Fernando Ferrari) também recebeu a iluminação especial. Um laço lilás constará em todos os materiais para marcar a campanha.

A programação das instituições da Sedac começa no dia 15 de janeiro e será divulgada em breve, com atividades – shows com artistas trans, debates, concursos e exposições virtuais, entre outras – que abordarão as temáticas de gênero, discriminação e resistência. O Dia Nacional da Visibilidade Trans é celebrado em 29 de janeiro.

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