Bovespa amplia ganhos e volta a se aproximar dos 100 mil pontos


Na quarta-feira, a bolsa de valores brasileira fechou em alta de 1,97%, a 97.866 pontos. A bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta quinta-feira (4), ampliando os ganhos da véspera, com os mercados internacionais reagindo positivamente aos resultados da eleição nos Estados Unidos, com o democrata Joe Biden ampliando a liderança e se aproximando da vitória.
Às 10h34, o Ibovespa subia 1,71%, a 99.541 pontos. Na máxima ate o momento chegou a 99.653 pontos. Veja mais cotações.
Já o dólar operam em queda, voltando a ser negociado abaixo de R$ 5,55.
Acompanhe a apuração nos EUA
Da temporada de resultados corporativos, as atenções se voltam para os números de Banco do Brasil, Mercado Livre, Cia Hering, Ultrapar e Ecorodovias entre outros.
Na quarta-feira, a bolsa fechou em alta de 1,97%, a 97.866 pontos, passando a acumular alta de 4,17% na parcial da semana e do mês. No acumulado do ano, no entanto, o Ibovespa acumula queda de 15,37%.
Eleições americanas: campanha do democrata Joe Biden está otimista
Cenário externo e local
As atenções dos investidores seguem voltadas para a definição do resultado das eleições nos Estados Unidos. Se vencer em Nevada, o candidato democrata Joe Biden terá votos suficientes no Colégio Eleitoral para ser eleito o 46º presidente dos EUA. Para o republicano Donald Trump, o caminho é mais difícil: é necessário vencer na Geórgia, na Carolina do Norte e na Pensilvânia e virar o resultado em Nevada.
Lá fora, as principais bolsas operavam em alta. Já os preços do petróleo tinham leve queda.
“A possibilidade de Trump judicializar as regras de voto pelo correio ou pedir recontagem de votos em algumas regiões do país já está assimilado no mercado financeiro, que segue em evolução. A expectativa é que o Senado siga liderado pelos republicanos e a Câmara com os democratas. De qualquer forma, cresce a expectativa do novo programa de estímulo [nos Estados Unidos]”, destacou a a equipe da Mirae Asset.
Já Comissão Europeia avaliou que a segunda onda da pandemia de coronavírus destruiu as esperanças de uma rápida recuperação econômica na zona do euro. Segundo as novas previsões da Comissão, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cairá 7,8% este ano e a recuperação em 2021 será menos expressiva que o esperado: 4,2%, contra 6,1% da estimativa de julho.
“Há espaço para emplacarmos a terceira alta seguida e buscar novamente o patamar perdido de 100 mil pontos”, avalia o sócio e economista-chefe do banco digital modalmais, Alvaro Bandeira, conforme nota encaminhada a clientes.
No cenário doméstico permaneceram, porém, as preocupações em torno da trajetória da dívida pública e capacidade do governo de encaminhar um plano crível de recuperação das contas públicas.
As dúvidas sobre como o governo financiaria um programa de assistência social sem furar o teto de gastos têm concentrado as atenções dos investidores locais, que também seguem descontentes com o caminhar da agenda de reformas estruturais.
Variação do Ibovespa em 2020
G1 Economia
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