A oferta de vagas de emprego cresceu quase 50% em setembro no Rio Grande do Sul

Cresce o número de vagas de emprego nas agências do Sine. (Foto: Gabriel Bandeira/PMPA)

O número de vagas de emprego abertas nas Agências FGTAS/Sine cresceu 46,8% (7.268 vagas), em setembro, em comparação a agosto de 2020 (4.949 vagas), no RS. Já, em comparação a setembro de 2019 (6.468 vagas), o número de oportunidades de trabalho ofertadas cresceu 12,3%.

O diretor-presidente da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), Rogério Grade, destaca que as Agências FGTAS/Sine oferecem, gratuitamente, o serviço de intermediação de mão de obra, tanto para empregadores quanto para trabalhadores.

Atualmente, há 4.997 vagas de trabalho abertas nas Agências FGTAS/Sine. Desse total, 67% não exigem experiência e 39,8% também não exigem escolaridade. Outro dado é que 20,6% das vagas exigem Ensino Médio completo e 17,6%, Fundamental completo.

As ocupações com os maiores números de vagas abertas são trabalhador volante da agricultura (821), alimentador de linha de produção (694), vendedor de comércio varejista (233), motorista de caminhão (214), servente de obras (180) e pedreiro (125). Em relação ao setor econômico, 45% das vagas pertencem à indústria; 25,6%, ao setor de serviços e 17%, ao comércio.

A remuneração de 44,9% das vagas varia de 1,5 a 2 salários mínimos; 13%, de 2 a 3 salários mínimos e 6,7%, de 1 a 1,5 salários mínimos. Já as unidades com os maiores números de oportunidades de trabalho abertas são Capão do Leão (800), Caxias do Sul (334), Capão da Canoa (320), Palmeira das Missões (233), Pelotas (200) e Porto Alegre Centro (160).

Para disponibilizar vagas de trabalho, os empregadores podem entrar em contato direto com as Agências FGTAS/Sine ou através do site da FGTAS.

Já os trabalhadores devem acessar o aplicativo Sine Fácil (disponível na Play Store e Apple Store) ou buscar atendimento presencial na Agência FGTAS/Sine mais próxima.

Saúde mental

A pandemia de COVID-19 definitivamente trouxe mudanças radicais em diversos aspectos de nossas vidas. Porém, um dos grandes desafios para quem está em casa desde março tem sido equilibrar vida pessoal e trabalho. Com a mudança do escritório para dentro de casa, às vezes fica difícil estabelecer horários e impor limites. O resultado disso é um aumento no nível de estresse, ansiedade e esgotamento, conforme aponta um estudo realizado pela Oracle e pela consultoria em pesquisa de RH Workplace Intelligence.

Os dados foram baseados em entrevistas realizadas com mais de 12 mil trabalhadores de diversos níveis hierárquicos de 11 países, incluindo o Brasil. Diante do cenário global, um número que se destaca é o fato de os brasileiros serem os que mais perdem o sono devido ao estresse e ansiedade relacionados ao trabalho (53%) quando comparado aos outros países (40%). No total, 70% dos entrevistados brasileiros afirmaram que os problemas se agravaram neste ano, enquanto 73% acreditam que isso afetou negativamente a saúde mental.

Os motivos para o aumento nos níveis de estresse são variados. Enquanto 46% dos trabalhadores brasileiros entrevistados listaram “lidar com tarefas rotineiras e tediosas”, 44% mencionaram a “pressão para atender aos padrões de desempenho”, e 39% falaram sobre “lidar com cargas de trabalho imprevisíveis”.

Sem a separação física entre local de trabalho e casa, 42% dos brasileiros e 35% dos entrevistados globais afirmam que estão trabalhando mais de 40 horas extras por mês durante a quarentena. Um fato curioso é que, apesar dos impactos negativos mencionados, 63% dos entrevistados no Brasil (e 62% dos trabalhadores globais) consideram o trabalho remoto mais atraente agora do que antes da pandemia.

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